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Pedras são colocadas sob viaduto de acesso ao túnel Antonieta de Barros, em Florianópolis

Obra do Deinfra no bairro Prainha pretende afastar do local usuários de drogas e pessoas em situação de rua. Próxima intervenção será no viaduto da Via Expressa, no Continente

Michael Gonçalves
Florianópolis
16/07/2018 às 21H49

Para evitar a propagação de doenças e com o objetivo de preservar o patrimônio público, o Deinfra (Departamento Estadual de Infraestrutura) faz uma obra de colocação de pedras detonadas sob o viaduto de acesso ao túnel Antonieta de Barros, na Prainha, região central de Florianópolis. O local é ponto de encontro de usuários de drogas e serve também como abrigo para as pessoas em situação de rua. A iniciativa tem o consentimento do promotor de Justiça Daniel Paladino, que coordena o Fórum Permanente em Defesa às Pessoas em Situação de Rua. Um trabalho idêntico foi realizado nas cabeceiras insular das pontes Colombo Salles e Pedro Ivo Campos.

Segundo promotor de Justiça, local degradante coloca a vida da população em risco. - Marco Santiago/ND
Segundo promotor de Justiça, local degradante coloca a vida da população em risco. - Marco Santiago/ND


Paladino informou que o local degradante coloca a vida da população em risco. “A Secretaria Municipal de Saúde confirmou dois casos de tuberculose no local, que também serve como proliferação do mosquito Aedes aegypti em função da quantidade de lixo acumulada. As pessoas que circulam sob o viaduto também colocam fogo e podem comprometer a estrutura e, por isso, solicitamos essa obra paliativa para a segurança de todos”, disse.

A obra do Deinfra começou há duas semanas e deve prosseguir até o fim da semana, segundo o técnico de engenharia César Wolf. Foram depositados o equivalente a 23 caminhões carregados de pedras detonadas. Segundo o servidor do Deinfra, ainda serão necessários de seis a sete caminhões, que transportam 12 m³ de pedras cada.

A cada dia de trabalho, os funcionários retiram de quatro a seis pessoas do local para dar sequência à obra. “Na semana passada cortaram os fios que iluminam o túnel Antonieta de Barros, sem falar dos outros estragos provocados na estrutura do viaduto. É uma obra de prevenção ao viaduto. Para trabalharmos retiramos uma carreta carregada de lixo”, contou.

Vizinha ao viaduto, a estudante Maria Luiza da Silva, 18 anos, não aguentava ver a sujeira espalhada ao lado de casa. O barulho provocado por discussões também incomodava. “Eu sempre tive vergonha de trazer uma visita aqui em casa, porque havia muito lixo”, afirmou.

Paladino explicou que o próximo ponto a receber uma intervenção será o viaduto de Campinas, na rua Josué Di Bernardi, entre Florianópolis e de São José. O local é conhecido como Cracolândia.

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