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Florianópolis entra em estado de alerta diante da previsão de altos volumes de chuva

Ruas alagadas, bueiros entupidos e árvores caídas dificultaram a vida de moradores e turistas

Michael Gonçalves
Florianópolis
11/01/2018 às 01H07

Florianópolis está em estado de alerta com o volume de chuva das últimas 48 horas, que ultrapassaram os 160 mm, e a previsão de mais 100 mm até a sexta-feira (12), segundo a meteorologista Gilsânia Cruz, da Epagri/Ciram. Historicamente, o mês de janeiro tem uma precipitação de 170 mm a 190 mm. Em função disso, o prefeito Gean Loureiro (MDB), realizou uma reunião de emergência nesta quarta-feira (10) para definir as ações em caso de deslizamentos, alagamentos e desabrigados. A principal ação foi a liberação do trânsito para o Sul da Ilha pela Base Aérea, em determinados horários, porque a faixa reversível da SC-405 esteve alagada por quase todo o dia.

Foram registrados três ocorrências envolvendo movimentos de terra, sendo dois deslizamentos e uma queda de um muro, todos próximos a residências, de acordo com a Defesa Civil Estadual. Na SC-406, entre o Pântano do Sul e a Armação, a rodovia ficou em meia pista por alguns momentos em virtude de desmoronamento de pedras.

Água invadiu o terreno e casa de Vilmar, no Rio Tavares, em Florianópolis - Marco Santiago/ ND
Água invadiu o terreno e casa de Vilmar, no Rio Tavares, em Florianópolis - Marco Santiago/ ND


O volume de chuva atrapalhou a vida dos moradores e dos visitantes de Florianópolis. A precipitação tirou o sossego do pedreiro Vilmar Solstício, 52, que teve a sua residência invadida pela água da chuva na Servidão Hercílio Gonçalves Pereira, bairro Rio Tavares, Sul da Ilha. Bueiros transbordaram por toda cidade e galhos de árvores também caíram na Avenida Osmar Cunha, no Centro. Os alagamentos deixaram o trânsito lento e provocaram pequenas colisões entre veículos.

Para chegar à casa, o pedreiro precisou levantar as calças. “Estou aqui há um ano e meio e essa é a terceira vez que a água invade a minha casa. Entrou quase 30 centímetros e precisei correr para levantar os móveis e, mesmo assim, ainda perdi alguns objetos”, lamentou o pedreiro.

O vendedor Vagner Rebelo, 38, reside na mesma servidão no bairro Rio Tavares e também passou trabalho para sair de casa com a sua motocicleta. Ele lembrou que a situação fica mais grave com a maré cheia, porque a servidão fica abaixo da SC-405 e serve como escoamento da rodovia.

No ponto de ônibus, Américo (à direita) tomou vários banhos por conta da passagem dos carros nos trechos com acúmulo de água - Marco Santiago/ ND
No ponto de ônibus, Américo (à direita) tomou vários banhos por conta da passagem dos carros nos trechos com acúmulo de água - Marco Santiago/ ND


O Centro de Florianópolis também sofreu com os alagamentos. Dois pontos na avenida Beira-Mar Norte, que fica próximo de um supermercado e da Secretaria Municipal de Saúde, ficaram com as três pistas submersas. Na rua Silva Jardim, na Prainha, o taxista Américo Santos Filho, 57, passou trabalho no ponto de ônibus.

Para se proteger da água, o taxista utilizou um guarda-chuva, mas sem sucesso. “Tá difícil esperar o ônibus no ponto com uma poça de água na frente. Ninguém respeita quem depende do transporte coletivo. Isso sem falar na cidade, que virou uma buraqueira sem fim”, comentou o morador do Morro da Queimada.

A chuva também abriu uma verdadeira cratera na rua Antônio José Thomaz da Costa, Novo Campeche, e bloqueou uma calçada inteira. Na rua Desembargador Pedro Silva, bairro Coqueiros, uma árvore caiu ao lado do posto da PM e bloqueou duas pistas no sentido ao Centro. Os bombeiros realizaram o corte.

Plano de emergência

Gean Loureiro cancelou as férias dos servidores da Secretaria de Infraestrutura e liberou a locação de caminhões hidrojato. “Estamos preparando escolas para atenderem eventuais desabrigados e pedimos para que a população permaneça em casa. Também solicitamos que o lixo não seja colocado na rua para evitar o entupimento das galerias. Além disso, todos devem ter muita atenção, porque poderemos ter desabamentos se a previsão for confirmada”, comentou.

Durante a reunião, o prefeito ligou para o comandante da Base Aérea e negociou a liberação do trânsito pela área militar localizada no bairro Tapera. Isso porque o comandante da PMRv (Polícia Militar Rodoviária Militar), José Norberto de Souza Filho, informou que poderia fechar o tráfego pela SC-405 em virtude dos alagamentos.

“Nesta hora não tem estrada estadual, federal ou municipal, porque a população quer é uma solução. Na eminência de perder o principal acesso ao Sul da Ilha, negociamos com o comandante da base a liberação do trânsito em dois horários nesta quinta. Pela manhã, no sentido bairro/Centro, e à tarde, em direção ao Sul da Ilha”, informou Gean.

O prefeito também liberou a GMF (Guarda Municipal de Florianópolis) das suas obrigações de fiscalização para atuar exclusivamente no trânsito. Servidores de outras secretárias também estão de prontidão caso aconteça algum desastre da natureza.

“O plano de emergência está montado e todos os órgãos e entidades sabem o que fazer. Alertamos para que ninguém fique próximo de cachoeiras e rios, em função do volume de água que pode aumentar a qualquer momento”, alertou o diretor da Defesa Civil de Florianópolis, Luiz Eduardo Machado.

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