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Entrevista exclusiva de Bolsonaro: “Vamos recuperar o Brasil”

Em entrevista ao Jornal da Record, candidato falou sobre eleições, situação médica e propostas

Redação ND
Florianópolis
04/10/2018 às 23H20

Em entrevista exclusiva ao Jornal da Record na noite de ontem, o candidato à presidência da República Jair Bolsonaro (PSL), falou pela primeira vez em uma emissora após deixar o hospital no último sábado. Bolsonaro esteve internado por quase um mês após levar uma facada no dia 6 de setembro. O candidato pregou a união do país, defendeu o combate à violência e à corrupção. “Queremos um Brasil que trabalhe em equipe. Temos tudo para começar a fazer o Brasil andar para frente”, afirmou.

Questionado sobre o resultado das eleições, Bolsonaro afirmou que “vai respeitar” o que for decidido, mas lamentou que o STF tenha derrubado o voto impresso. Em um possível segundo turno contra petistas, Bolsonaro partiu para o ataque. “A corrupção está colada no PT. O PT não deu certo, traiu os trabalhadores. É um partido que teve um projeto de poder. Nós pensamos e agimos diferentemente do PT. Mais grave que a corrupção é a questão ideológica. Até hoje o PT defende o regime de Maduro. Nós devemos nos afastar da Venezuela, temos que dar um pé no comunismo, no socialismo. Será o fim da nossa pátria se o PT chegar ao poder”, defendeu.

Entrevista de Jair Bolsonaro ao Jornal da Record - Reprodução/ND
Entrevista de Jair Bolsonaro ao Jornal da Record - Reprodução/ND


Para combater a corrupção, Bolsonaro afirmou que irá escolher um time de ministros sem interferências políticas.  Contra a violência, ele defende mudanças no estatuto do desarmamento e no Código Penal. “O estatuto do desarmamento só aumentou a violência”, disse. Na área econômica, Bolsonaro defendeu a diminuição e isenção das alíquotas do Imposto de Renda para até cinco salários mínimos como forma de “aquecer a economia e fazer o mercado de trabalho voltar a funcionar”.

O candidato do PSL afirmou que quer ser presidente para “resgatar a credibilidade do Brasil junto ao mundo”. “O Brasil sempre teve muita credibilidade e, ao longo dos últimos 13 anos, isso foi jogado na lata de lixo. Vamos recuperar o nosso Brasil”.

 

"Não sou homofóbico"

Em recuperação desde que levou um golpe de faca, Bolsonaro afirmou que “nasceu de novo” no primeiro hospital em que foi atendido, em Juiz de Fora, Minas Gerais. “Foram momentos difíceis. Eu não esperava estar nessa situação. Sou homem de combate, gosto de estar na rua, conversando com o povo. Hoje me sinto bem e feliz por ser uma opção de verdade contra tudo que vem acontecendo no Brasil nos últimos 15 anos”, afirmou.

Diante da crise moral, ética e econômica no país, Bolsonaro se colocou como um “candidato conservador, que respeita a família e que quer jogar pesado na questão da violência. A esquerda sempre tentou nos desunir. Nós vamos unir o povo”.

Questionado sobre os “rótulos” que já recebeu, Bolsonaro afirmou não ser homofóbico, racista ou machista. “Como pode alguém que integrou o Exército por 17 nos ser racista? Assim como dizem que eu ataco mulheres. Onde existe isso? Jamais ofendi ou agredi um homossexual. Não sou homofóbico. Por que fazem isso? Por que não podem me chamar de corrupto”, afirmou.

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