Publicidade
Quarta-Feira, 18 de Outubro de 2017
Descrição do tempo
  • 27º C
  • 19º C

Vídeo mostra confusão que deixou um em estado grave antes de Coritiba e Corinthians

Clubes publicaram notas oficiais em reprovação às cenas de violência ocorridas nos arredores do estádio Couto Pereira cerca de três horas antes do jogo que acabou empatado em 0 a 0

LANCE!
Curitiba (PR)
18/06/2017 às 18H08
 Couto Pereira antes do duelo deste domingo  -  (Foto: Reprodução/Twitter)
Couto Pereira antes do duelo deste domingo - (Foto: Reprodução/Twitter)

Cenas de violência envolvendo torcedores de Coritiba e Corinthians deixaram vários feridos nos arredores do estádio Couto Pereira, onde os times se enfrentaram pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro e empataram em 0 a 0 neste domingo (18). Após a confirmação de que o ferido com maior gravidade não morreu, ao contrário do que havia sido informado pela própria Polícia do Paraná anteriormente, os dois clubes emitiram notas oficiais sobre os episódios. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram as cenas chocantes de violência.

"O Coritiba Foot Ball Club lamenta e repudia o ocorrido na manhã deste domingo (18), fora do estádio Couto Pereira, antes do jogo entre Coxa e Corinthians, na oitava rodada do Campeonato Brasileiro. Os fatos dão conta que uma briga entre membros de torcidas organizadas resultou em vários torcedores feridos. Em nome da decência, o clube manifesta sua reprovação aos fatos ocorridos. Além disso, o Coritiba declara sua postura de absoluta colaboração para as investigações e demais esclarecimentos a fim de punir os envolvidos por tal conduta reprovável", diz a nota oficial do Coritiba, que ainda fala em ajudar na identificação dos criminosos.

"O Coritiba está em contato constante com a Delegacia Móvel de Atendimento a Futebol e Eventos (Demafe) buscando contribuir. Inclusive, com a colaboração do clube, um dos suspeitos de participar deste ato foi preso dentro do Couto Pereira, durante a partida".

O Corinthians adota a mesma linha do Coritiba, pleiteando punições aos agressores: "O Sport Club Corinthians Paulista repudia com veemência os fatos ocorridos na manhã deste domingo (18), antes do jogo entre Coritiba e Corinthians, nas redondezas do estádio Couto Pereira. Infelizmente, a violência e a covardia se tornaram, mais uma vez, os principais assuntos em um domingo de futebol. O Corinthians espera que os órgãos competentes apurem e punam os responsáveis pelos atos de agressão. Por fim e mais importante, o Corinthians deseja pronto restabelecimento aos torcedores que sofreram com a violência no entorno do estádio".

Até mesmo os técnicos Pachequinho, do Coritiba, e Fábio Carille, do Corinthians, se manifestaram sobre os atos de violência ocorridos nos arredores do estádio do Coxa.

- Vejo tudo com muita tristeza. Esses episódios mancham o futebol o brasileiro. São situações que não podem acontecer. O futebol é para dar alegria. E quando a gente vê esse tipo de atitude, fica muito triste. Espero que um dia isso acabe - disse Pachequinho, seguido imediatamente por Carille.

- Eu não sei realmente o que aconteceu, mas a gente está cansado de pedir paz. Agora precisa ver da legislação, mudar as leis do país, porque todo mundo faz o que quer e ninguém é punido. Não adianta a gente ficar aqui dentro de campo e as nossas autoridades não se mexerem. É por isso que não vou falar, não quero falar, porque não sei o que aconteceu.

A confusão

Cerca de três horas antes do apito inicial de Coritiba e Corinthians, uma confusão entre torcedores das duas equipes deixou feridos nos arredores no estádio Couto Pereira. De acordo com informações do Corpo de Bombeiros da capital paranaense, cinco pessoas foram encaminhadas a hospitais com ferimentos graves, sendo uma em estado mais delicado por conta de fraturas na perna e traumatismo craniano.

Segundo relatos da imprensa local, três ônibus e uma van que levavam torcedores do Corinthians ao Couto Pereira sem escolta policial entraram em uma rua errada no acesso ao estádio e deram de cara com a sede de uma organizada do Coritiba, que entrou em conflito atirando paus e pedaços de madeira. Os corintianos foram cercados e alguns desceram dos veículos para iniciar confronto físico.

Viaturas da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros chegaram ao local minutos após a confusão e dispersaram os torcedores que ainda estavam por lá. Até um helicóptero foi usado na ação. A confusão atrasou a chegada ao estádio dos jogadores do Corinthians. No terminal Pinheirinho, outra confusão envolvendo 30 torcedores foi informada pela Guarda Municipal, mas sem registros de ferimentos ou detenções.

O 12º Batalhão de Polícia Militar confirmou que seis torcedores do Corinthians ficaram feridos na confusão com a torcida do Coritiba. De acordo com as autoridades, um ficou em estado grave.

A PM afirma ter escoltado 38 ônibus com torcedores do Corinthians desde a chegada a Curitiba até o estádio. Três ônibus, porém, teriam decidido se deslocar por conta própria até o local, sem informar o itinerário à corporação. Foram eles os alvos da torcida do Coritiba.

No começo da tarde, a corporação informou à reportagem que prendeu um dos suspeitos da agressão, um homem chamado João Carlos de Paula, de 24 anos. Segundo o delegado, ele confessou o crime. A polícia trabalha para identificar os outros autores da violência.

As confusões aconteceram em três ruas de Curitiba: Mauá, 7 de Abril e Amâncio Moro. Essa última é travessa do local em que fica localizada a Império Alviverde, uma das torcidas organizadas do Coritiba.

A briga acabou atrasando a saída do Corinthians para o jogo e, por isso, o clube não participou do protocolo da CBF de entrada no gramado. O hino foi executado apenas para o time do Coritiba.

Cerca de vinte de minutos antes do jogo ainda havia muitos torcedores do Corinthians tentando entrar no estádio.

Nota oficial da Polícia Militar

O 12º Batalhão de Polícia Militar, responsável pelo policiamento do jogo entre Coritiba e Corinthians, informa que por volta de 8h30 deste domingo a PM atendeu a ocorrência de confronto entre torcidas na Rua Amâncio Moro, nas imediações do estádio Major Antônio Couto Pereira. Com apoio do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), várias equipes da Polícia Militar rapidamente chegaram ao local e os envolvidos foram dispersados, o que evitou uma tragédia ainda maior.

No confronto entre torcedores, seis pessoas ficaram feridas as quais foram socorridas pelo Siate do Corpo de Bombeiros (uma em estado grave encaminhada ao Hospital Evangélico e as outras cinco levadas para os hospitais Cajuru e Trabalhador).

Ao todo, o BOPE escoltou 38 ônibus coletivos com torcedores do Corinthians desde a chegada à Capital até o estádio, sem nenhum incidente. Outros três ônibus não acataram a orientação da Polícia Militar, deslocaram por conta própria, sem informar o itinerário à corporação, e acabaram sendo alvo do confronto entre rivais. A ROTAM do 13º Batalhão também escoltou outros 8 ônibus com torcedores corintianos oriundos da região norte da capital paranaense.

Ao longo da manhã e após o jogo, não houve registros de outros tumultos envolvendo torcedores nas proximidades do estádio. O 12º Batalhão reforçou o policiamento em toda a região do estádio com apoio de outras unidades da Polícia Militar, incluindo reforço para a escolta dos ônibus que vieram de São Paulo com torcedores. Participaram do policiamento viaturas, policiais a pé, motos, cavalos e um helicóptero.

A PM informa ainda que antes de algumas partidas é feita uma reunião com dirigentes e representantes de torcidas ou, quando não há reunião, como foi no caso desta partida, é feito contato com as torcidas organizadas para fechar acordos e trocar informações de como será o policiamento, bem como sobre o público esperado a pé ou de ônibus e como serão as escoltas.

A PM lembra que há anos têm feito este trabalho e quando as partes cumprem as regras o número de incidentes é menor.

Publicidade

0 Comentários

Publicidade

Escolha seu time

  • Chapecoense
  • Criciúma
  • Figueirense
  • JEC
  • Avaí
Publicidade