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Novembro da atenção à próstata

Luiz Alberto Silveira

Florianópolis - 08/11/2018 08:11

 

 A próstata é uma glândula com a forma de maçã, si­tua-se abaixo da bexiga e à frente do reto, pesando 25 gra­mas e envolve o inicio da uretra, por onde a urina é eliminada. A próstata produz parte do sêmen com os espermatozoides, liberado no ato sexual. No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais frequente. A incidência é maior nos países desenvolvidos. É um câncer da terceira idade, cerca de três quartos dos casos ocorrem a par­tir dos 65 anos.

O aumento da inci­dência no Brasil pode ser justificado pela evolução dos métodos diagnóstico. O tumor da próstata pode crescer de forma rápida, espalhan­do-se principalmente para os ossos órgãos, podendo levar à morte após longo sofrimento. A maioria cresce de for­ma lenta e não chega a dar sinais durante a vida e nem a ameaçar a saúde do homem. Cerca de 30% dos homens, a partir dos 65 anos tem câncer de baixa malignidade, da próstata, e não sabem disto. Uma dieta rica em frutas, verdu­ras, legumes, grãos e cereais in­tegrais, pobre em gordura, prin­cipalmente as de origem animal, ajuda a diminuir o risco deste cân­cer. Também 30 minutos diários de atividade física, evitar a obesidade e diminuir o consumo de álcool e cigarro é de extrema importância

Pai ou irmão com câncer de próstata antes dos 60 anos torna necessária a atenção e controle médico. No início o câncer da prós­tata evolui sem sintomas e sinais. Dificuldade para urinar, urinar muitas vezes durante o dia ou à noite, jato urinário “em chuvei­rinho”, são sinais que indicam a necessidade de avaliação médica. Quando avançado, geralmente com lesões ósseas a dor é o sinto­ma comum.

O toque retal mais a elevação do PSA no sangue podem indicar a existência da doença. A ecografia da próstata e por último a biópsia, quando há suspeita da doença, confirmará ou não a presença do câncer. Com a doença localizada avalia-se o perfil de inclusão do paciente para cirurgia ou radiote­rapia. Na doença avançada local­mente o tratamento é feito com bloqueio hormonal e radioterapia e na doença espalhada nos ossos ou gânglios o tratamento é feito inicialmente com bloqueio hormo­nal. Havendo progressão da doen­ça existem vários tratamentos sis­têmicos que podem aumentar a sobrevida do paciente. Homens cuidem-se e tenham mais quali­dade e quantidade de vida.

Luiz Alberto Silveira
Luiz Alberto Silveira

Oncologista Clínico

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