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Após levar o filho na escola, homem mata ex-mulher e comete suicídio, em Florianópolis

Cabeleireira foi morta com dois tiros dentro do apartamento, que fica no bairro Serrinha; casal estava separado há dois meses

Colombo de Souza
Florianópolis
07/10/2017 às 15H00

A cabeleireira Selma Rapachinski Ferreira, 32, foi morta a tiros na tarde desta sexta-feira (6). O principal suspeito do crime é o ex-marido da vítima Leandro Magalhães Maciel, 34, que depois cometeu suicídio. O crime ocorreu no apartamento de Selma, na rua José João Martendal, no bairro Serrinha, em Florianópolis. Ela deixou um menino de seis anos. A Polícia Militar foi informada sobre o assassinato às 13h. O casal estava separado há dois meses.

O crime teria ocorrido após o pai levar o filho para a escola. De acordo com o delegado da Homicídios, Ênio de Oliveira Matos, Selma foi morta com dois tiros. “Na sequência, Maciel se suicidou com um tiro na cabeça”, explicou o titular. Os dois crimes foram praticados com a mesma arma, que foi encontrada no chão próxima dos corpos. Ainda segundo o delegado, Maciel era usuário de drogas. Sobre as investigação, Matos disse que aguarda passar o sepultamento para conversar com os familiares de Selma, que moram no Paraná.

Selma Rapschinski - Reprodução/ Redes sociais
Selma foi morta pelo ex-marido- Reprodução/ Redes sociais


Preocupação das amigas do salão

Selma morava no bairro há pouco tempo e não tinha familiares na cidade. Ela trabalhava em um salão de beleza localizado no bairro Santa Mônica, e não comparecia há dois dias no trabalho, segundo colegas que não quiseram se identificar. Preocupadas com a falta de notícias de Selma, elas passaram no apartamento dela por volta das 7h de sexta-feira. Maciel não abriu a porta. As amigas também ouviram a voz de Selma, que pediu para ir embora porque estaria tudo bem. Logo em seguida, o ex-marido mandou uma mensagem de voz por meio de aplicativo para a patroa de Selma perguntando se ela poderia cuidar do menino.

Horas depois, de acordo com amigas da cabeleireira, Maciel entrou em contato com a mãe, no Paraná, dizendo que iria matar a ex. Ele pediu para a mãe vir buscar o neto. Como ele não deixou Selma falar com as amigas, elas acreditam que ele a mantinha em cativeiro durante o período da ausência dela no salão. Por volta das 12h, a mãe do Maciel teria telefonado para o salão contanto o que o filho havia premeditado o crime.

As colegas da cabeleireira retornaram à casa, bateram na porta mas ninguém atendeu. Foi quando elas chamaram a Polícia Militar. Os policiais arrombaram a porta e encontraram os dois mortos. Segundo as amigas, Maciel trabalhava como motorista da Uber e após a separação vendeu o carro.

Estatísticas
Com este crime, o número de mortes violentas em Florianópolis sobe para 128. Deste total, ocorreram seis latrocínios, cinco lesões seguida de morte e oito mortes em confronto com a polícia. Apesar de o número ser elevado, a taxa de resolutividade também é alta: 73%.

No primeiro semestre deste ano, segundo registros da SSP (Secretaria de Segurança Pública) de Santa Catarina, 26.213 mulheres vítimas de violência no Estado. Até chegar ao fim dessa reportagem, possivelmente uma nova vítima terá entrado para essa estatística. Nos registros por município, Florianópolis está no topo da lista da violência contra a mulher no Estado, com 1.860 casos relatados à polícia, resultando em 1.919 vítimas, sendo a maioria por crime de ameaça (797), lesão corporal (560) e estupro (86). No período, até 30 de junho, na Capital, os casos de feminicídio somaram 4 vítimas.

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