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Internado em Balneário Camboriú, Aldo Schneider só deve retornar à Alesc em outubro

Deputado pediu o afastamento por 59 dias das funções como parlamentar em 6 de agosto

Felipe Alves
Florianópolis
09/08/2018 às 19H06

Desde a última segunda-feira o deputado Aldo Schneider (MDB), presidente da Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina), está afastado das funções parlamentares. A comunicação oficial só foi divulgada ontem. Por licença médica, Schneider pediu afastamento por 59 dias. Conforme o regimento da Casa, o deputado Silvio Dreveck (PP), vice-presidente, assumiu automaticamente a presidência da Alesc.

No dia 2 de agosto, Aldo foi internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva do hospital Unimed Litoral, em Balneário Camboriú, para melhorar sua imunidade. Desde então, ele permanece internado no hospital. Schneider está passando por um tratamento contra um câncer desde 2016. A última sessão que o deputado presidiu foi em 1º de agosto e esteve presente ainda na sessão do dia 2 deste mês.

O cargo de deputado ficará vago pelos 59 dias em que Aldo estiver ausente. Isso por que um suplente só é convocado quando um parlamentar se afasta por 60 dias ou mais da Alesc. De acordo com o artigo 57 do regimento interno da Casa, a Mesa deve convocar em 48 horas um suplente de deputado quando houver “licença do titular igual ou superior a sessenta dias, estendendo-se a convocação por todo o período de licença e de suas prorrogações”.

A volta de Aldo à Alesc deve acontecer em 4 de outubro, pouco antes das eleições gerais, marcadas para 7 de outubro. Na convenção estadual do MDB no último fim de semana, Aldo foi registrado como candidato à reeleição para deputado estadual. Em 30 de julho, em evento em Rio do Sul, com prefeitos do Vale do Itajaí, Schneider reafirmou sua candidatura. “Travei uma luta forte, mas o câncer está controlado e me sinto preparado para o desafio. Fizemos um trabalho forte pela região e vamos continuar firmes neste compromisso”, disse.

Informações de bastidores dão conta de que Aldo teria sinalizado a desistência da reeleição nos últimos dias. De acordo com a assessoria de imprensa do deputado, ele continua como candidato. O prazo para homologar oficialmente os concorrentes para as eleições deste ano encerra no próximo dia 15 . O assessor de Schneider, Jerry Comper, tem feito frente aos compromissos do deputado nos períodos de licença médica. Comper também é candidato a deputado estadual pelo MDB.

Deputado Aldo Schneider com vereadores de Vitor Meireles - Reprodução/ND
Última aparição pública do deputado Aldo Schneider foi com vereadores de Vitor Meireles em 1º de agosto - Reprodução/ND


Polêmicas no último mês

O presidente da Alesc esteve envolvido em polêmicas nas últimas semanas. Um levantamento feito pelo Notícias do Dia e publicado em 20 de julho mostrou que Aldo gastou mais de R$ 3,3 milhões com despesas médicas nos últimos quatros anos com recursos da Assembleia. Além dele, outros 19 deputados também pediram reembolso de despesas médicas mas, juntos, gastaram R$ 300 mil nos últimos quatro anos.

O reembolso de despesas médicas com dinheiro público é permitido legalmente pela Alesc desde 1992, quando uma resolução deu acesso ilimitado e irrestrito a todos os parlamentares a usarem de assistência médica, exames e despesas para acompanhantes. Um projeto de resolução está tramitando na Alesc para tentar derrubar a resolução de 1992.

Outro levantamento, publicado em 26 de julho pelo ND, mostrou que 31 deputados catarinenses gastaram R$ 2,5 milhões com transporte nos últimos quatro anos. Schneider foi o deputado que mais teve reembolsos, totalizando R$ 209 mil em quatro anos.

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