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Homem é torturado e morto na frente da mulher e da filha de dez anos em São José

Ele devia para uma facção criminosa e como perdão da dívida recebeu a missão de matar um policial. Não cumpriu o acordo e teve a sentença decretada pelo tribunal do crime

Colombo de Souza
Florianópolis
17/08/2018 às 18H59

A DIC (Divisão de Investigação Criminal) de São José já identificou quem torturou e executou Iago Gabriel, na comunidade Forquilhão, em São José, na frente da mulher e da filha de dez anos. De acordo com o delegado Manoel Galeno, o crime ocorreu na última terça-feira (14). Durante a execução a mulher conseguiu fugir, mas esqueceu da criança que ficou em poder dos traficantes.

Somente na quinta-feira, dois dias depois, a DIC recebeu um telefonema anônimo de que os traficantes estavam com a menina, aguardando a mãe buscá-la para, então, eliminá-la. A mulher é testemunha ocular na execução. 

Policiais de diversas delegacias de São José realizaram uma força-tarefa e invadiram a comunidade à procura da criança. Durante a abordagem do primeiro bar, apreenderam várias petecas de cocaína prontas para a  venda. No segundo estabelecimento conseguiram resgatar a menina, quinta-feira à noite (16). Ela foi entregue ao Conselho Tutelar. Na manhã seguinte, as conselheiras conseguiram vaga para a criança num abrigo.

Galeno contou que o pai da menina "mexia" com drogas e ficou devendo para a facção criminosa PGC (Primeiro Grupo Catarinense). Como perdão da dívida, Iago recebeu a missão de matar um policial.  “Ele não conseguiu cumprir o acordo e teve a sentença decretada pelo PGC”, disse o delegado.

Três faccionados armaram uma embosca e chamaram Iago para conversar em um boteco, onde ocorreu o crime. O delegado aguarda apenas a autorização da prisão a ser decretada pela Justiça para capturar os autores do brutal assassinato.

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