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Homem acusado de matar modelo gaúcha em Imbituba é solto por determinação do STF

Por esconder o uso de drogas da família, o homem teria tido um ataque de fúria e atacado a namorada depois que ela chamou a irmã dele para socorrê-lo, segundo denúncia do MP

Redação ND
Florianópolis
30/11/2018 às 21H39

O homem acusado de matar a namorada em Imbituba, no Sul de Santa Catarina, em maio, teve a liberdade concedida pelo STF (Supremo Tribunal Federal) nesta sexta-feira (30). A determinação foi do ministro Marco Aurélio.

A gaúcha Isadora Viana Costa tinha 22 anos quando viajou para Santa Catarina para visitar pela primeira vez o namorado, com quem se relacionava pela internet. Quando a jovem chegou na casa do oficial de cartório Paulo Odilon Xisto Filho, de 36 anos, percebeu que ele consumia muitas drogas e ficou assustada.

O crime teria ocorrido após Paulo passar mal e Isadora chamar a irmã dele para socorrê-lo. Por esconder o uso de drogas da família, ele teria tido um ataque de fúria e atacado a namorada. A jovem morreu na hora por causa dos socos, chutes e joelhadas.

Isadora era natural do Rio Grande do Sul e começou a se relacionar com Paulo Odilon em março deste ano - RICTV Record/Reprodução/ND
Isadora era natural do Rio Grande do Sul e foi morta em Imbituba, no Sul de Santa Catarina - RICTV Record/Reprodução/ND


Paulo foi preso após descumprir medidas cautelares estabelecidas pela Justiça para que ele ficasse em liberdade, que incluiam a proibição da ingestão de bebidas alcoólicas. Durante uma averiguação na casa dele, foram encontradas garrafas de vinho e cerveja abertas. Segundo a Polícia Civil de Imbituba, Paulo também teria ameaçado o delegado responsável pelo caso. Porém, o ministro Marco Aurélio entendeu que as provas não são suficientes para manter o acusado na cadeia.

A denúncia

Na ação penal, a promotora de justiça Sandra Goulart Giesta da Silva denunciou o oficial de cartório pelo crime de feminicídio por motivo fútil. De acordo com a denúncia do Ministério Público, Paulo Odilon impossibilitou a defesa da vítima e cometeu fraude processual, ao modificar a cena do crime com o propósito de atrapalhar a investigação.

Nathália Grahl de Oliveira, amiga do réu, também responde a processo por ajudar a maquiar o apartamento. Ela é acusada de remover o lençol sujo da cama e recolher garrafas de bebida do local.

Segundo o MP, o casal ingeriu bebidas alcóolicas durante a noite e Paulo Odilon havia usado cocaína. Ele passou mal e começou a espumar pela boca. Isadora ficou preocupada e chamou a irmã do namorado, que foi até o apartamento dele acompanhada do noivo, para ajudar a socorrê-lo. Após a irmã do oficial de cartório deixar o apartamento, ele teve um ataque de fúria.

Paulo Odilon escondia o uso de drogas da família e por isso atacou a namorada. Segundo informações do MP, ele, que luta artes marciais, imobilizou a namorada e a golpeou diversas vezes no abdômen. Na denúncia consta que o trauma abdominal, causado pelos socos, chutes e joelhadas desferidos contra Isadora, foi o que ocasionou a morte da jovem conforme o laudo cadavérico.

O réu acionou o Corpo de Bombeiros, que levou a modelo para o hospital. Foi quando, de acordo com a promotoria, ele modificou a cena do crime. Quando finalmente foi até a unidade de saúde, ele pediu para a amiga Nathália terminar de limpar a casa.

Com informações da RICTV Record SC.

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