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Ex-cabos do Exército são condenados pelo furto de 47 armas do batalhão, em Joinville

A dupla embolsou quase R$ 38 mil com a venda dos armamentos, obtidos ilegalmente entre junho e setembro de 2012

Redação ND
Florianópolis
11/07/2018 às 20H11

O furto de 47 armas do 62º Batalhão de Infantaria de Joinville resultou na condenação de dois ex-cabos do Exército esta semana. A apropriação ilegal dos armamentos ocorreu em diversas ocasiões, entre junho e setembro de 2012. Os acusados, que trabalhavam na função de armeiros do quartel, embolsaram quase R$ 38 mil com a venda dos armamentos. Um dos acusados foi condenado a seis anos e oito meses de reclusão, enquanto o outro recebeu a pena de nove anos.

62º Batalhão de Infantaria de Joinville - Rogerio da Silva/Arquivo/ND
62º Batalhão de Infantaria de Joinville - Rogerio da Silva/Arquivo/ND


De acordo com a denúncia do PMP (Ministério Público Militar), o Batalhão recebeu um lote com pistolas, revólveres, garruchas, dentre outras, que deveria ser armazenado e posteriormente destruído pelos militares da SFPC (Seção de Fiscalização de Produtos Controlados). Os armamentos eram provenientes de processos desvinculados da Justiça Comum de Santa Catarina.

As armas foram armazenadas em uma canastra de madeira, que recebeu lote e cadeado para evitar furtos. No entanto, como consta na denúncia, os dois cabos iniciaram um série de roubos do material, que era retirado pela lateral da caixa e escondido em mochilas ou roupas.

O extravio foi descoberto quando a comissão responsável pela destruição dos armamentos deslacrou a canastra e fez a conferência do material. Os dois militares confessaram o crime, admitindo que o objetivo dos furtos era vender o material por valores variados para arrecadar dinheiro.

Sete armas foram devolvidas por um dos acusados, enquanto uma outra foi apreendida pela Polícia Civil de Santa Catarina após ter sido utilizada para a prática do crime comum de roubo qualificado. Outras seis foram recuperadas durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, solicitados pela Justiça Militar.

A denúncia contra os ex-militares foi oferecida pelo MPM em janeiro de 2014. As condutas foram enquadradas no artigo 303 (Peculato-Furto), combinando com o artigo 53 (Coautoria), ambos do CPM (Código Penal Militar).

O defensor do primeiro apresentou a justificativa de que ele teria atuado para saldar as dívidas alimentícias da esposa, no valor de R$ 7 mil. Já o advogado do segundo argumentou que não haviam provas cabais de autoria. Ambos terão o direito de apelar em liberdade.

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