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Entrega do Contorno Viário da Grande Florianópolis é adiada para 2020

Decisão foi anunciada pela ANTT durante encontro, em Brasília, com a presença de prefeitos, empresários e parlamentares

Marcos Horostecki
São José
12/10/2017 às 10H45

Em reunião com a presença de parlamentares, empresários e prefeitos como o de Tijucas, Elói Mariano Rocha (PSD) e o vice-prefeito de Biguaçu, Vilson Norberto Alves, o diretor geral da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Jorge Luiz Macedo Bastos, anunciou, ainda na terça-feira (10), nova ampliação do prazo de entrega das obras do Contorno Viário da Grande Florianópolis. A partir de agora, segundo ele, a conclusão dos trabalhos deve ficar para de-zembro de 2020, ou seja, com mais de oito anos de atraso em relação aos prazos originais.

Camada asfáltica começou a ser aplicada no trecho de São José - Divulgação/ND
Concessionária admite que o principal problemas está na construção de quatro túneis - Divulgação/ND


A mudança não surpreendeu as lideranças catarinenses que lutam pela conclusão da via para-lela à BR-101. Havia preocupação com a demora para o início da construção do trecho de tú-neis na região de Palhoça. Segundo o deputado estadual João Amin, presidente Comissão de Transportes e Desenvolvimento Urbano da Assembleia Legislativa, foi justamente esta a jus-tificativa apresentada pelo dirigente para a ampliação do prazo em mais 12 meses. “O que me espanta é a naturalidade com que isso foi apresentado. Uma obra que deveria ter sido con-cluída em 2012 e que pode atrasar mais”, completou o parlamentar, que também participou do encontro em Brasília.

A Autopista Litoral Sul informou ontem que o seu compromisso é entregar a obra o mais rá-pido possível. “Hoje, 34 dos 50 quilômetros de sua extensão já estão em obras avançadas, o que corresponde a 70% do empreendimento”, garantiu. A empresa também admitiu serem os quatro túneis os maiores entraves ao andamento dos trabalhos. “A concessionária enten-de a complexidade dos processos para a aprovação dos projetos e está solidária aos pleitos das autoridades e da sociedade, mas também está ciente de que somente com a definição dessas questões será possível prosseguir com a fluidez necessária à implantação do Contor-no”, destacou, por meio de nota.

A empresa ainda lembrou as dificuldades impostas pelas desapropriações. De acordo com ela, restam ainda em torno de 200 áreas pendentes de desocupação, para as quais a conces-sionária trabalha em conjunto com a Justiça Federal para avançar com a liberação. Ao todo, a obra vai exigir mais de 1 mil processos desta natureza.

Também estão faltando licenças ambientais. Em relação à extensão total de 50 km do Con-torno, a concessionária já obteve licença de instalação para 47 km. Os três quilômetros res-tantes, em Palhoça, estão em análise junto aos órgãos competentes..

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