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Dnit fecha espaços sob o viaduto da Via Expressa, entre Florianópolis e São José

A pedido do Ministério Público, órgão colocou sacos de areia e cimento para impedir acesso de moradores de rua e acúmulo de lixo

Andréa da Luz
Florianópolis
13/12/2018 às 19H38

A pedido do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Trânsito) fechou nesta semana os espaços sob o viaduto da Via Expressa (BR-282), localizado entre os municípios de Florianópolis e São José, com sacos de areia e cimento.

Espaço foi fechado com sacos de areia e cimento - Reprodução/RICTV/ND
Espaço foi fechado com sacos de areia e cimento - Reprodução/RICTV/ND

A tarefa foi uma tentativa de resolver o problema do lixo e insalubridade no local, que é alvo de ações (sociais e de limpeza) contínuas feitas por um grupo formado por MPSC, Polícia Militar, Secretaria de Assistência Social de Florianópolis e Comcap (Autarquia de Melhoramentos da Capital) para combater as moradias de rua e encontros de usuários de drogas, além da grande quantidade de resíduos depositadas na área. As ações do grupo foram intensificadas de julho a setembro deste ano, mas o problema persiste e todo tipo de descarte é feito ali: móveis, roupas, detritos, etc.

O engenheiro do Dnit, Huri Alexandre Raimundo, disse que o trabalho é resultante de uma ação entre a prefeitura de Florianópolis, o MPSC e o Dnit que se reuniram para achar uma solução mais eficaz. “Essa solução é mais artesanal, porém mais viável naquele local, já que não precisa de equipamento e demanda apenas mão de obra pessoal”, explica o engenheiro. “O Dnit entrou como parceiro porque é responsável pela rodovia, mas o problema é social. Há muitos catadores que utilizam aquela área para fazer a seleção dos recicláveis, mas o que não é aproveitado acaba sendo deixado ali”, aponta.

Ele também explica que o pedido da prefeitura e do Ministério Público era para que a ocupação dos espaços sob o viaduto fosse inviabilizada. “Com o fechamento, esperamos impedir o acesso à moradia sob o viaduto, o que pode gerar situações perigosas como incêndios acidentais e danos à estrutura”, avalia o engenheiro.

Em agosto, o Dnit já havia atuado no entorno do viaduto, com obras de prolongamento da galeria pluvial por 12 metros que fecharam a vala existente, evitando sua utilização para o descarte de detritos. Posteriormente, o local recebeu um aterro e trabalhos de jardinagem. Hoje, a área é usada como  estacionamento, ajudando a manter a limpeza.

Lixo no viaduto da Via Expressa - Reprodução/RICTV/ND
Lixo no viaduto da Via Expressa - Reprodução/RICTV/ND

Revitalização

O próximo passo das obras no viaduto da BR-282, também conhecido como “cracolândia”, é a revitalização com gramado e arborização, deixando a divisa entre os dois municípios com melhor aspecto.

O trabalho fica a cargo da Comcap. O presidente da autarquia, Carlos Alberto Martins, disse que a empresa realiza limpezas semanais, mas lamenta que no dia seguinte o local volte a ser usado como depósito de detritos. “Disponibilizamos duas caixas para que as pessoas depositem os resíduos, mas isso não acontece. Precisamos ocupar esses espaços para diminuir o descarte inadequado”, avalia.

 “Tanto na Josué di Bernardi quanto no lado da Avenida Ivo Silveira, há muita gente que deposita lixo nos locais públicos. E não são apenas usuários de drogas. A gente faz limpeza semanal, mas é como enxugar gelo, dá a impressão que não estamos fazendo nada”, lamenta.

Martins acredita que o trabalho de revitalização pode ajudar a impedir que a área continue nesse estado. “Fizemos um trabalho semelhante no Jardim Atlântico, na esquina da rua Nossa Senhora do Rosário com a praça da PC3 e desde então a área está sendo mantida limpa pela comunidade”, analisa. No local, onde antes havia uma montanha de lixo, começou a ser implantado um bosque de frutíferas nativas e canteiros de flores, com bancos e grafite que revitalizaram o espaço.

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