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Carlos Henrique Fonseca é empossado como novo presidente do Sebrae/SC nesta quinta-feira

Em entrevista, o ex-diretor de desenvolvimento institucional e industrial da Fiesc falou sobre parcerias, mudanças no cenário nacional e economia catarinense

Gustavo Bruning
Florianópolis
10/01/2019 às 17H15

Experiente no ramo das entidades de classe, o novo presidente do Sebrae/SC é Carlos Henrique Ramos Fonseca, que será empossado na noite desta quinta-feira (10). Formado em engenharia elétrica pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e pós-graduado em engenharia econômica, Fonseca tem especializações no Brasil e no exterior e já passou pela superintendência da Previsc e do Sesi Nacional. Além disso, atuou como diretor de desenvolvimento institucional e industrial da Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina) e como superintendente do IEL (Instituto Euvaldo Lodi).

Carlos Henrique Fonseca atuou como diretor de desenvolvimento institucional e industrial da Fiesc - Arquivo/Filipe Scotti/Fiesc/Divulgação/ND
Carlos Henrique Fonseca atuou como diretor de desenvolvimento institucional e industrial da Fiesc - Arquivo/Filipe Scotti/Fiesc/Divulgação/ND


A partir dos trabalhos nos cenários nacional e estadual, que renderam uma visão precisa e aprofundada do mercado e suas estratégias, Fonseca se considera mais do que pronto para o comando do Sebrae. “Conheci as necessidades e demandas das empresas catarinenses”, avaliou. “Tudo vai contribuir para que alavanquemos o desenvolvimento socioeconômico de Santa Catarina”, completou o engenheiro elétrico.

Entrevista com Carlos Henrique Ramos Fonseca

Quais as diretrizes que vão guiar a sua gestão como presidente do Sebrae em Santa Catarina?

Vamos focar a nossa gestão na promoção de qualificação dos empresários, incentivando a busca por capacitação e conhecimento e trabalhando para levar inovação para os pequenos negócios. Assim eles poderão crescer, expandir fronteiras e buscar a internacionalização. Vamos trabalhar fortemente na promoção da cultura empreendedora em parcerias, para formar empreendedores nas escolas e universidades. É um grande desafio hoje a velocidade das mudanças que estão acontecendo no ambiente do negócio, e isso vai exigir das empresas respostas e adequações muito ágeis, além da profissionalização e inovação constantes.

O que pretende mudar nos próximos quatro anos e que tipos de projetos pretende agregar ao Sebrae?

Para atender todas as mudanças o Sebrae também precisa se transformar, neste caso passando por uma transformação digital e continuando a apoiar as empresas nessa jornada. Os novos modelos de produção também são importantes. Os empresários tradicionais vêm se reduzindo consideravelmente e o empreendedorismo individual está se transformando em uma parcela crescente do mercado de trabalho.

Nossas ações estão na linha do fortalecimento do empreendedorismo, nas parcerias com escolas públicas e privadas, ainda mais porque o empreendedorismo individual é o futuro do emprego. Vamos ampliar a atendimento do Sebrae, porque cada vez mais é preciso estar próximo do cliente, do pequeno empresário. Por isso vamos tornar digitais grande parte dos atendimentos.

De que forma as parcerias com instituições e prefeituras devem compor a sua gestão?

Vamos nos aprimorar cada vez mais das entidades, principalmente as empresariais, porque nossos clientes são comuns – 98% são micro ou pequenas empresas. O objetivo é trabalharmos juntos para atender melhor. O governo é um parceiro fundamental, as pesquisas de universidades são muito importantes para levar a tecnologia ao pequeno negócio. Queremos ajudar o governo não só no empreendedorismo nas escolas públicas, mas também apoiando os 13 centros de inovação em diversas regiões de Santa Catarina. O objetivo fortalecer o nosso ecossistema de inovação.

Como as recentes mudanças no cenário nacional contribuem para o crescimento das micro e pequenas empresas do Estado?

Não há dúvida de que as expectativas para o futuro são muito boas para a retomada do desenvolvimento econômico. Uma pesquisa que o Sebrae fez depois das eleições revelou que sete de cada 10 empresários apostam que 2019 será melhor que 2018.

 

Como você avalia o cenário econômico de Santa Catarina atualmente?

Nós enfrentamos uma recessão histórica de 2014 a 2017 e Santa Catarina é um dos poucos estados que está muito próximo do nível econômico de 2014. Isso só foi possível por causa do desempenho das micro e pequenas empresas. Em 2018, sete de cada 10 empregos formais gerados no Estado foram pelas micro e pequenas empresas. Santa Catarina praticamente já se recuperou e isso também se deve à diversificação da nossa economia e ao espírito empreendedor do catarinense.

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