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Padrinho de Vitor Isaías fala do orgulho do afilhado e da ansiedade pela chegada do corpo

Doralício Francisco Cristóvão Filho confessa que era chamado de "pai" pelo jovem e admite angústia pela incerteza na vinda do corpo

Redação ND
Florianópolis
08/02/2019 às 19H25
Doralício Francisco Cristóvão Filho, padrinho do jovem Vitinho - Marco Santiago/ND
Doralício Francisco Cristóvão Filho, padrinho do jovem Vitinho - Marco Santiago/ND


Bem antes de dar continuidade ao seu sonho como futuro jogador de futebol, Vitor Isaías, 15, foi presenteado pelo seu padrinho com o primeiro par de chuteiras aproximadamente há 11 anos. Doralício Francisco Cristóvão Filho, 59, mora na casa que foi do jovem vitimado no incêndio que chocou o Brasil, na madrugada desta sexta-feira (8).  Seu Doralício, aposentado, chora a perda do afilhado no qual não tem nem certeza de quando chegará em Florianópolis para os trâmites fúnebres.

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“Ele até me chamava de pai, me senti muito orgulhoso de ser o responsável pela primeira chuterinha dele. Ele era pobre, não tinha condições. Só tinha a avó dele que lutou muito por ele, uma guerreira, criou outros três filhos de um irmão meu além do Vitinho”, emocionou-se o aposentado.

Doralício contou que fazia quatro meses da última vez que havia falado com o afilhado. Se dizia muito triste por isso e por não ter desejado ao jovem: “Segue em frente que tu vai conseguir ser um grande jogador de futebol”, admitiu com outra previsão: “Eu tinha dito para mim mesmo, o Vitinho estaria na Copa do Mundo de 2030”.

Doralício revelou incômodo com a falta de informações já que, tudo que sabe, foi a partir da televisão e do rádio. Se disse muito “ansioso” com a situação do translado do corpo que não tem horário nem data para retornar. “Que eu sei é que a avó foi para o Rio [de Janeiro] para reconhecer o corpo e, talvez, trazer o corpo e não sei de mais nada, estou esperando notícias, estou muito nervoso”, revelou.

Um campo de futebol disfarçado de rua estreita

Nascido em Florianópolis (SC) e morador de São José, Vitor Isaías desfilou seu talento e seu futebol no bairro Ipiranga, mais precisamente na rua Maria Julia da Silva. Fez amigos, encantou pela simplicidade, humildade e o fanatismo pela bola que, de alguma forma, explicou o sucesso do jovem que rapidamente ascendeu ao Flamengo.

“Eu lembro dele pequenino, vivia correndo por aqui, sempre foi uma criança brincando, sorrindo. A vida dele era o futebol, a gente brincava o dia inteiro por aqui com bola, não a toa, ele foi artilheiro de todos os campeonatos que passou”, revelou Lion Possenti, empresário.

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