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Sistema Fecomércio SC - Dívidas sob controle

Fecomércio SC faz pesquisa para avaliar a saúde financeira dos catarinenses

SISTEMA FECOMERCIO SC
FLORIANÓPOLIS
21/12/2018 às 14H53

Realizada mensalmente em cinco cidades (Chapecó, Joinville, Blumenau, Itajaí e
Florianópolis), a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC)
faz um raios-X sobre como os catarinenses estão lidando com as contas a pagar. O
documento analisa o tempo médio de atraso das contas e qual a parcela da renda
familiar comprometida, entre outros fatores, e serve para os empresários avaliarem a
situação do consumo e de acesso ao crédito no Estado.
No levantamento feito em novembro, percebeu-se que o cartão de crédito ainda
continua sendo o grande vilão do endividamento. “As pessoas se endividam mais
através do crédito no cartão, justamente a modalidade mais cara de dívida que existe”,
comenta Luciano Córdova, economista da Fecomércio SC. O não pagamento de uma
parcela pode levar a juros que chegam a mais de 400% ao mês, ou seja, quatro vezes
o valor da compra. Os carnês, financiamentos de carros e crédito pessoal vem logo
atrás como as contas que colocam os catarinenses no rol dos endividados. Vale
lembrar que quem está endividado tem despesas e consegue pagá-las sem que isso
afete o orçamento familiar, ao contrário dos inadimplentes, que não têm condições
nem previsão para quitar suas dívidas.
Florianópolis tem o maior percentual de famílias endividadas, seguida por Blumenau e
Itajaí, e também tem o índice mais alto de inadimplentes. Joinville vem em segundo
lugar. Alguns fatores explicam este resultado na Capital: acesso mais flexível ao
crédito, maior estabilidade do emprego, grande número de instituições financeiras, etc.
PLANEJAMENTO FINANCEIRO É TUDO
Para o professor de finanças Carlos Moraes, do Senac SC, planejamento e
organização ajudam a colocar as contas em dia. São quatro fatores que segundo ele
devem ser seguidos à risca: descobrir o que está comprometido, ou seja, as despesas
que se tem e analisar quais delas são essenciais; negociar com credores e se mostrar
disposto e apto a entrar em um acordo quanto ao pagamento da dívida; ter disciplina e
mudar o seu comportamento, envolvendo principalmente a família nesse contexto e
por último buscar conhecimento através de cursos e leituras que o auxiliem a colocar a
sua vida financeira em ordem.

A VIDA NA PLANILHA
A professora Juliana Alves sabe o destino para cada real que entra na sua conta
bancária. Há quinze anos ela controla o orçamento familiar com uma planilha no
computador, separada por itens específicos como contas fixas mensais e anuais,
variáveis mensais, gastos com cartão de crédito e a receita do mês. Visualizando as
despesas, ela até consegue economizar na hora do pagamento das compras. “Se eu
vejo que tem desconto no pagamento á vista, pago assim. Senão, deixo o dinheiro
rendendo e vou pagando parcelado”, revela. Pra economizar, ela utiliza a poupança
programada – o banco faz o depósito automaticamente e assim ela garante que ele
não será gasto.

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