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Sala Kidron, alma e personalidade: Os ambientes da CASACOR / Santa Catarina

Marcelo Salum prepara um espaço com arquitetura nômade, pensado para um médico terapeuta

Alessandra Cavalheiro
Florianópolis
17/10/2018 às 14H22

Sala Kidron, por Marcelo Salum - Foto/Lio Simas
Sala Kidron, por Marcelo Salum - Foto/Lio Simas



A Sala Kidron, do premiado arquiteto Marcelo Salum, promete ser um dos grandes destaques da mostra. Com 60 m2, foi concebida a partir de um personagem, que neste caso, é um médico terapeuta. O projeto tem o conceito de arquitetura nômade. “Exploramos a paleta do deserto e a ideia de deslocamento. Só que, no espaço, assumimos o deslocamento no sentido de busca espiritual, de aprendizado”, explica o arquiteto.

Na Sala Kidron há utilização de materiais naturais, sem serem sintéticos. Há pedra, madeira, tecidos. E também móveis de antiquário, o reuso, uma tendência forte. “A coisa do próprio estilo do espaço, que tem essa pegada nômade”, diz.

Vale observar o revestimento na parede e no teto, que é com pó de mármore e pedras preciosas e semi preciosas. O piso é limestone, uma pedra natural que veio de Portugal. A madeira é o freijó, a cortina é linho, o tapete é de aloe vera. Todas as lâmpadas são de led.

“Com essa consciência do reuso, no espaço utilizamos muito móveis de antiquário, a ressignificação das peças. Temos utilização de lâmpadas de led, que consome menos energia. E até a preocupação do que vai ficar na mostra, em benefício para a casa. Dou preferência por peças soltas, principalmente com a preocupação de reduzir o desperdício”, conta o profissional.

Para Marcelo, um ambiente deve ter a cara do dono. “Por isso que insisto em criar um personagem para depois criar o ambiente. Assim vou imaginando como seria o ambiente para essa pessoa. O morar bem se resume a questão do conforto, e não nas peças que criamos. O conforto nas cores - essa paleta pastel, os tons terrosos, de rosa, quase um bege escuro”, relata. O ambiente merece um olhar atento e contemplativo do visitante, pois possui livros raros, obras de artistas importantes como Walmor Correa, Renato Dib, Juliano Aguiar, Yuri Seródio, Lilian Mansur, Maria Helena Ferraz, e Sara Ramos. Um time de peso na curadoria de arte.

Tudo foi pensado em cima da questão da arquitetura nômade. O revestimento da parede e teto traz a estética do deserto, e o próprio piso lembra a areia. A madeira traz conforto e aconchego. “Estamos propondo um layout bem informal, não é quadrado, é enviesado. Às vezes é legal cortar essa questão de deixar tudo muito enquadrado dentro de um ambiente”, ensina Salum.

O tema da Casa Viva foi explorado neste ambiente na criação desse personagem e produzindo o espaço como se alguém tivesse morando ali. “Esta já é uma característica bem forte do nosso trabalho, ter alguém habitando ali, essa presença. Isso para mim é uma casa viva, com alma, com personalidade”, opina o profissional.

(Com informações da assessoria de imprensa A Casaa, Luciana de Moraes)

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