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Os Protegidos da Princesa vão levar um mito indígena da Amazônia para a passarela

O mito do homem cobra vai levar grande parte dos componentes da escola a homenagear os índios na avenida

Felipe Alves
Florianópolis
24/02/2017 às 12H00

A escola mais antiga da cidade vai levar um mito indígena amazonense para a passarela Nego Quirido. Para entrar no clima, grande parte dos componentes da escola farão alusão aos índios e também aos homens brancos – os principais personagens do mito do povo Arapaço. Na história, os índios acreditam em Unurato, que fazia o percurso entre o mundo dos brancos e dos índios a partir de seu poder de transformação em serpente.

O homem-cobra viaja na história do país, sofre com as agressões dos brancos, conhece os requintes da belle époque, participa da construção de Brasília e retorna com as máquinas para construir, no fundo das águas, a cidade que devolverá a prosperidade ao povo indígena.

Fundada em 1948 no Morro do Mocotó, a Protegidos foi a precursora do início das escolas de samba na cidade e tornou-se a agremiação mais vezes campeã, faturando 26 títulos. O nome da escola faz homenagem à princesa Isabel, que aboliu a escravidão, e, na avenida, a Protegidos já homenageou grandes histórias catarinenses, como Anita Garibaldi, Gustavo Kuerten, Beto Carrero e Cruz e Sousa.

Bateria de Os Protegidos da Princesa - Marco Santiago/ND
Bateria de Os Protegidos da Princesa - Marco Santiago/ND



Enredo: Arapaço – O mito do povo cobra

Ordem no desfile: 2ª (23h55)

Presidente: Alessandro Padilha

Rainha: Karoline de Souza Junckes

Rainha de bateria: Winnie Lukeni da Costa

Fundação: 18 de outubro de 1948

Localidade: Morro do Mocotó, Florianópolis

Cores: verde, vermelho e branco

Títulos: 26 no Grupo Especial

Posição em 2016: 2º lugar

 

Samba-enredo

Autores: Conrado Laurindo, Fred Inspiração, Ricardo Abraham, Victor Alves e Willian Tadeu

 

Eu sou o samba de verdade e pé no chão

Minha tribo é resistência e tradição

Antes de falar por aí que é o maior

Pede a bênção na aldeia do mocotó

 

Recomendo juízo pra desafiar

Eu trago a força dos ancestrais

O meu povo tem o dom de renascer

E não se curvar jamais

Em meio ao esplendor da floresta

Emergiu das águas, sobrenatural

Origem dos filhos do Uaupés

Entre cascatas e igarapés

Do amor… Da bela índia e a serpente

Paixão proibida e envolvente

Nasceu um mito, meio cobra, meio gente

 

Um mistério na mata eu vi

Unurato se transformar

A maldade do branco ferir

E foi-se embora pra um dia voltar

 

Por esse tal Brasil

Selvas de pedra tão gigantes ele viu

Fantasiado em diamantes reluziu o meu delírio tropical

Então… na “alvorada” onde um cacique manda

Ergueu taba “concreta” e insana, uma nova capital

Bateram no seu peito a saudade e a missão

De construir nas profundezas outra civilização

 

Índio vai voltar pra sua terra

Índio traz a paz no seu canto de guerra

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