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Espaço Urbano Mayu dá nova cara ao “office”: Os ambientes da CASACOR / Santa Catarina

Tons e móveis exclusivos, uma casa cubo ainda não vista e uma cúpula destinada ao ócio criativo formam o ambiente de Darvil Bianchet, Geórgia Botelho, Rose Andrade e Taís Magro

Alessandra Cavalheiro
Florianópolis
05/11/2018 às 18H29

 

Espaço Urbano Mayu, por Darvil Bianchet, Geórgia Botelho, Rose Andrade e Taís Magro - Foto/Lio Simas
Espaço Urbano Mayu, por Darvil Bianchet, Geórgia Botelho, Rose Andrade e Taís Magro - Foto/Lio Simas




Interagir, integrar e refletir sobre o impacto que o trabalho tem sobre todas as áreas da vida formam o conceito do Espaço Urbano Mayu, o primeiro projeto do engenheiro Darvil Bianchet, da designer de interiores Rose Andrade e da arquiteta e urbanista Taís Magro para a CASACOR Santa Catarina/ Florianópolis, desta vez em parceria com a paisagista Geórgia Botelho, que assina o jardim do ambiente.

Mayu – casulo em japonês dá título ao ambiente, já que traduz transformação. “Tudo nesta vida se transforma. O casulo é apenas uma fase para depois abrirmos as asas e voarmos para a vida. E o trabalho é peça fundamental nesta caminhada. Quando trabalhamos com o que amamos e no que faz sentido para nós, o voo se torna leve. Através do trabalho, podemos nos transformar e logo, transformar a vida das pessoas”, ressalta Rose. Esse movimento faz par ao tema da CASACOR 2018 – a “casa viva”, para que a mostra seja muito mais que uma exposição, mas uma experiência a quem passa por lá.

 

Um espaço adaptável e cheio de charme

Recheado de tons, obras de arte e móveis exclusivos, uma das regras no office do quarteto é a possibilidade de adaptá-lo em vários ambientes e com baixo custo. Tanto que trazem pela primeira vez à mostra em Santa Catarina, a considerada primeira “tiny-house” do Brasil, a Casa Cubo, fabricada em São Paulo com alta durabilidade e sistema fácil de montagem e desmontagem de duas horas em média. Revestida com painéis em MDF ultra e placas OSB, a estrutura é feita com alumínio e vidros sobre chassi metálico, e o intuito é que ela possa ser transportada para qualquer lugar. As laterais de acabamento são a gosto, tão quanto o sistema de iluminação e ventilação, que na mostra serão integrados à natureza, outro objetivo do Mayu.

 

Todas as cores foram pensadas com fidelidade à proposta de bem-estar do ambiente, que já traz na fachada uma obra de arte grafitada por Diego Diant com uma viagem entre borboletas e corujas, o que dita o conceito já na chegada. Ainda na área externa, uma arquibancada para a troca de ideias, além de carregadores de celular para que a reflexão se propague nas redes sociais. No tom da natureza, é ali que o verde se espalha para transmitir equilíbrio, harmonia e esperança de crescimento.

 

Super cool, a biblioteca vai além do “ler”, mas pensada para que os visitantes da CASACOR possam interagir e entrar no estado de flow – conexão máximo onde não se vê o tempo passar. É aqui que o laranja impera para trazer entusiasmo, criatividade e determinação. O office em si chega com as cores mais sóbrias da cartela, em cinza e preto, já que a seriedade também é ponto essencial nos ambientes de trabalho, mas que deve caminhar ao lado do conforto, e por isso a madeira em destaque.

O banheiro e o corredor não só foram bem lembrados, como são grandes destaques do Espaço Urbano. Com décor contemporâneo, o WC em azul para acalmar ganha também elementos de diversão para estimular a arte e a escrita. Já naquele que pode ser muito mais do que passagem, a cor rosa dá o tom para equilibrar as emoções de diferentes pessoas no mesmo espaço. “Queremos mostrar que até o corredor pode ser transformador, e caso tenha possibilidade, pode ser um espaço de leitura, interação e de até de reflexão. Para isso, apostamos em cubos giratórios e frases escolhidas a dedo!”, contam os profissionais.

 

Luminárias feitas com papel reciclado e um mobiliário exclusivo também são destaque no Espaço Urbano Mayu. As peças podem se reinventar, ora bancos, ora escadas, ora mesas de apoio, como quiser, e montados por qualquer pessoa, sem a necessidade de ferramentas. E para fechar, uma cúpula destinada ao ócio revela a importância do momento de descontração para a criatividade e bons negócios. Vale passar por lá para ler, jogar, ouvir música, assistir um filme, relaxar, esvaziar a mente para dar espaço ao novo.

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