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Energia limpa, com impactos positivos para as comunidades

CGH Willy Faller é mais uma aposta do BRDE no caminho das águas, em Santa Catarina

Alessandra Cavalheiro
Florianópolis
12/12/2017 às 11H00

 

O barramento (com comprimento de 83m e altura máxima de 1m) forma um lago com 0,17 hectares de área alagada - Divulgação/Mafrás
O barramento (com comprimento de 83m e altura máxima de 1m) forma um lago com 0,17 hectares de área alagada - Divulgação/Mafrás


Centrais hidrelétricas de pequeno porte têm mostrado resultados que alavancam a produção de energias limpas e assim, a economia, com sustentabilidade. Geração distribuída de energia para o país, trazendo impactos positivos para os arredores do empreendimento, é o resultado da CGH (Central Geradora Hidrelétrica) Willy Faller, com potência instalada de 1,00 MW, que teve projeto desenvolvido no município catarinense de Anita Garibaldi, no Lajeado dos Portões, bacia hidrográfica do Rio Pelotas.

O projeto, elaborado pela Mafrás Energia Reflorestamento Ltda, trouxe benefícios a várias famílias da comunidade, levando empregos diretos e indiretos durante a construção, melhorias nas estradas de acesso, internet e rede de energia. “Hoje, a empresa mantém moradores locais trabalhando na operação e manutenção do empreendimento, além de destinar parte dos lucros mensalmente a algumas famílias da comunidade. O projeto ajuda no desenvolvimento da região, utilizando a infraestrutura e mão-de-obra local”, contou o engenheiro mecânico André Faller, um dos responsáveis pela obra.

A obra teve parte do orçamento com recursos próprios e outra parte, que se refere aos equipamentos nacionais que compõem o projeto, cadastrados no Finame, a Agência Especial de Financiamento Industrial. Este projeto também foi financiado dentro do Programa BRDE Energia, do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul – BRDE.

“O BRDE sempre se mostrou parceiro para o desenvolvimento dos projetos da Mafrás e, nesse caso, não foi diferente. Tivemos um processo tranquilo e transparente, que foi fundamental para viabilização do empreendimento”, disse André Faller. A história da família Faller é apenas mais um exemplo de empreendimento bem-sucedido com foco em sustentabilidade que o BRDE vem apoiando. A Região Sul do Brasil já foi beneficiada pelo BRDE com o financiamento de 59 projetos de energia hídrica, com valores na ordem de R$ 638 milhões.

O arranjo proposto para a CGH é composto por barramento, tomada d'água, canal adutor, câmara de carga, conduto forçado e canal de fuga - Divulgação/Mafrás
O arranjo proposto para a CGH é composto por barramento, tomada d'água, canal adutor, câmara de carga, conduto forçado e canal de fuga - Divulgação/Mafrás



 Como funciona a CGH Willy Faller

O arranjo proposto para a CGH é composto por barramento, tomada d'água, canal adutor, câmara de carga, conduto forçado e canal de fuga. O barramento (com comprimento de 83m altura máxima de 1 m) forma um lago com 0,17 hectares de área alagada. A tomada d'água é locada na margem esquerda do reservatório, sendo a água conduzida pelo canal de adução até a câmara de carga, num comprimento total de 1.420 m. Daí, segue em conduto forçado com diâmetro de 1,2 m e comprimento de 391 m até a casa de força, que possui uma turbina francis simples. Depois de passar pela turbina, o fluxo de água é direcionado de volta ao rio, por meio do canal de fuga, com 23m.

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