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O dia-a-dia de Joinville e região contado por Luiz Veríssimo.

É possível que haja mais vítimas do radialista acusado de estupro em Joinville

Paulo Santos continua preso por assédio sexual contra uma menor de 10 anos e deve receber pena de oito a 15 anos de prisão

Luiz Veríssimo
15/04/2018 17h48

Um dos casos envolvendo estupro de vulnerável com maior repercussão em Joinville nas últimas décadas continua com poucas informações porque o processo corre “segredo de justiça”, mas com uma certeza: o radialista Paulo Santos, 47 anos, receberá uma pena exemplar pelo crime cometido contra uma criança de 10 anos, filha de seu melhor amigo. A prisão dele ocorreu no início da manhã da última quarta-feira (11). A Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso conseguiu o mandado de prisão com uma prova irrefutável: as imagens da prática do crime dentro da casa da vítima.

Depois que o programa “Balanço Geral” da RIC TV Record de Joinville informou a prisão com o nome e a foto do acusado, quarta-feira à tarde, a repercussão foi enorme na cidade. Ali estava um exemplo de um crime praticado por alguém “acima de qualquer suspeita”. Paulo Santos era amigo do pai da vítima e costumava frequentar sua residência. Jamais houve qualquer suspeita de que estávamos convivendo com um “monstro”, comentou um colega de profissão.

Imagens como prova

Segundo a reportagem veiculada pelo “Balanço Geral”, o pai da vítima revelou que a menina apresentava um “comportamento estranho” nas últimas semanas. Depois de muita insistência, ela confirmou à mãe que sofria o assédio há pelo menos três anos. Ao ser comunicado, o pai se recusou a acreditar que seu melhor amigo pudesse cometer tal crime. Em busca de provas, instalou duas câmeras no quarto da menina. Na noite de terça-feira, os dois adultos estavam jogando video game na sala, quando o pai deliberadamente foi ao banheiro. O amigo aproveitou a chance e foi até ao quarto e praticou o assédio sem reação da vítima, conforme mostra os cinco segundos apresentado no programa do dia seguinte (só com a identificação do adulto).

Policiais foram até a residência do acusado por volta das 7h de quarta-feira e mostraram o mandado de prisão. Recolheram o computador e pediram para o suspeito acompanhá-los até a delegacia para depoimentos. Ele disse à mulher que poderia ter acessado algum material de pornografia infantil no computador. Por isso o depoimento. Saiu de casa sem suspeitar da gravidade do caso. Além de muitos amigos, certamente perderá a mulher que cuidou dele por mais de um ano na recuperação de uma doença grave. “Deus deveria ter permitido sua morte há um ano”, resumiu um radialista.    

Pode não ser o único caso

Uma fonte da família da vítima revelou que este pode não ser o único caso envolvendo Paulo Santos. É possível que haja uma investigação em andamento sobre outros casos semelhantes. Se isso ficar comprovado, a pena do radialista pode aumentar ainda mais. Segundo o artigo 217, por ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 anos, a pena é de oito a 15 anos.   

Ala de segurança

Paulo Santos está na chamada “Ala de Segurança”, onde são levados os detentos que correm perigo junto aos demais. A ala abriga 60 presos em média. Dentre os detentos que correm “perigo” está o estuprador. O risco é em razão de uma “regra” nos presídios, que transforma o estuprador em estuprado. Mesmo dentro desta “ala de segurança”, a direção do presídio não pode evitar que tal regra seja cumprida pelos ocupantes dentro do próprio espaço.

Perigo

Além do risco de ser estuprado dentro da ala de segurança, Paulo Santos pode enfrentar problema de saúde. Sua recuperação da doença causada pelo vírus H1N1 no ano passado o deixou com a imunidade muito baixa e isso exigia um cuidado especial com a saúde. Qualquer doença pode ser potencializada na prisão.

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