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Segunda-Feira, 21 de Janeiro de 2019
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Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.

A Psicologia tem todos os poderes, pode produzir “milagres”...

Luiz Carlos Prates

Que assunto nojento. Mas é preciso voltar a ele. Estava quieto no meu canto, peguei um jornal que acabara de chegar e fui indo página a página, marcando o que ia ler mais tarde, em paz. Em paz?

Não deu para chegar em paz ao fim da leitura. Fico fora dos sapatos quando leio um médico, famoso na televisão, opinando sobre assuntos onde não tem competência para arrazoar-se: as energias da fé, por exemplo. Aqui começou a encrenca.

O tal sujeito, todo metido, disse, sem tremer o beiço, que – “Milagres não existem, são criações do imaginário humano”. O estulto não sabe que “voar” também era criação do imaginário humano e que hoje nem olhamos mais para os aviões que passam?

Não aceito que um médico, um semideus para muitos desavisados, desmanche nas almas dos aflitos o refúgio da fé, fé que envolve a crença nos milagres. É preciso que o tal médico saiba (e estupidamente não sabe) que chamamos de “milagres” tudo o que a ciência “ainda” não explica. Vira milagre o que acontece fora dos domínios do conhecimento humano “de hoje”. Muitos dos milagres no passado hoje são comezinhas realidades.

O que mais me irritou foi o sujeito negar a possibilidade de um “milagre” produzido por um médium, por um “curandeiro”, por um chazinho qualquer.

É preciso entender que certas pessoas – as intermediárias – servem de apoio externo a outras que precisam do apoio externo para conseguir mobilizar nelas mesmas seus poderes internos, quase sempre desconhecidos delas. Sob hipótese alguma, esteja a enfermidade no grau de avanço que estiver, alguém deve anular ou negar os efeitos “milagrosos” da fé, das orações. Pode parecer uma estultícia o que estou dizendo, mas estou olhando para o meu diploma de Psicologia ali na parede... A Psicologia tem todos os poderes, pode produzir “milagres”, milagres que não são outra coisa senão os poderes “mágicos” que temos dentro de nós, de modo natural, para vencer nossas apoquentações mais complexas. Já foi dito que há mais coisas entre o céu e a terra do que a nossa vã filosofia alcança... Os milagres existem sim, “doutor”, não mate pacientes que podem ser salvos pela metafísica das energias desconhecidas pelos diplomados do nada... Ou diplomados com o pior dos diplomas: o das ignorâncias da fé e dos “milagres” consequentes...

 

MACHINHO

O machinho impotente arrebenta o rosto da ex-namorada e depois fica escondido debaixo da saia da mamãe. “Marombadinho”, parecendo Homem, não passa de um covarde que só bate em mulher. Eu gostaria de ouvir os “advogados” a defendê-lo. Na minha delegacia machinho/impotente vê o sol bem vermelho, vermelhão... Vagabundo, só bate em mulher! 

 

FALTA DIZER

Manchete de jornal paulista: - “Mais de 700 mil em prisões são desafios para novo governo”. Discordo. O desafio é para o ordinário que está pensando em roubar, matar, estuprar, bater na mulher... Se o vagabundo não fizer o que pretende, nunca irá para a cadeia. De outro modo, que vá comer areia com capim, o prato principal na “minha delegacia”. Ferro!

 

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