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Segunda-Feira, 22 de Outubro de 2018
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Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.

  • O “espelho” é o melhor vidente que podemos consultar...

    Foi notícia do site UOL. História de uma vidente americana que é um sucesso com clientes ricos e famosos. O nome dela é irrelevante, apenas digo que ela vive a atua em Los Angeles, imagine... O que me chamou a atenção nessa reportagem foi que a vidente prometeu contar sobre as questões que mais os clientes buscam saber, clientes, por maioria, mulheres. Nenhuma novidade. São as mulheres que vão às cartomantes, às videntes, aos astrólogos... Mas é bom dizer que em muitos casos o homem, envergonhado, frouxo, pede à mulher que vá por ele à vidente. Ordinário.

    E a primeira questão que leva mulheres a “bisbilhotar” o futuro são casos amorosos. A vidente americana diz que elas chegam perguntando “se vai dar certo”. Em muitos casos “ele” já é casado, e ela, a consulente, é a amante. Que nojo!

    Elas também querem saber se vão encontrar a alma gêmea. Ou se ele, o marido ou namorado, a passa para trás com outra. Outra pergunta- O que posso fazer para[...]

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  • Aqui é funk, rebolados ridículos, cantores sem voz, sem talento, sem ritmo, sem graça.

    Assisto ao programa todos os domingos, terminado o programa, desligo a tevê, furioso da vida. Que programa é? Prelúdio. Programa de seleção de músicos eruditos, tocadores de música clássica, de todos os instrumentos. É na TV Cultura, de São Paulo.

    E de onde me vem a fúria? Vem de os vencedores ganharem bolsas de estudo para aperfeiçoamento musical na Dinamarca, na Suécia... Isso me irrita. Por que viajar para tão longe para aperfeiçoar o talento musical se estamos num país tão celebrado como alegre, musical, desportivo, isso e mais aquilo? Por que não por aqui mesmo esses aperfeiçoamentos? Você sabe a resposta. Aqui é funk, rebolados ridículos, cantores sem voz, sem talento, sem ritmo, sem graça, sem nada, mas... bah, ovacionados, sucessos. A propósito, conheces alguma tevê, não oficial, que tenha um programa de música clássica? Ora bolas!

    Conheci, por essas deploráveis redes sociais, uma desbocada, uma youtuber “famosa”. Famosa por quê? Pelas[...]

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  • Quem é não precisa parecer ser... E quem não é, com nada o será.

    Só desejamos o que não temos, certo? O exemplo que mais costumo dar é o do sujeito que casou com a Miss Universo e uma semana depois do casamento já está espichando olho para uma vizinha lá da esquina. Vizinha sem graça, sem nada, mas... não é da posse do sujeito, logo, ele suspira por ela. Infelizmente é assim, típico dos humanos e uma característica bem acentuada nos homens, nos homenzinhos, quero dizer...

    Desembarquei no aeroporto Hercílio Luz e enquanto esperava pela minha mala, lia publicidades pelas paredes. Numa dessas publicidades, um carrão. Carro de marca famosa, potente e caro, bem acima das posses dos mundanos que esperam malas... Sobre o carrão da publicidade havia uma frase. Frase psicológica dos publicitários, caras que conhecem bem os valores humanos mais rasteiros. A frase que encimava o carrão dizia: - “Vai ser difícil fingir que não viu”!

    O que significa essa frase? Significa o que hipnotiza e aguça os desejos da maioria de cabeça[...]

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  • Nossa cabeça é nossa saúde ou nossas enfermidades

    Reli uma história e lembrei de um aforismo conhecidíssimo, aquele que diz que - panela em que muitos mexem não dá bom caldo. A história a que me refiro é um fato. Estava num dos meus tantos livros de A Arte da Cura.

    Conta a história de um almoço familiar, daqueles almoços que começam a ser preparados cedo pela manhã, tudo para sair um baita almoço e fazer as pessoas pedir mais um pouco. Dentre os pratos, havia bolinhos de batata feitos por uma  “cozinheira” especial, uma vizinha convidada. Era a família reunida e mais os vizinhos da casa ao lado.

    Almoço servido, um estalo na língua de todos. Uma gostosura, todos comeram até se lamber, como se diz nos botecos. Passado um certo tempo, todos já com palito na boca, uma filha mais velha da vizinha convidada para o almoço pediu a receita do bolinho de batata. A dona da casa deu a receita e... Deu um alvoroço na mesa.

    Acontece que o filho mais velho da dona da casa, tinha uma ojeriza doentia, uma reação[...]

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