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Quarta-Feira, 21 de Fevereiro de 2018
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Assuntos da Grande Florianópolis e os temas cotidianos das cidades da Região Metropolitana – incluindo resgates diferenciados da memória histórica –, são acompanhados de perto pelo colunista Carlos Damião, que tem mais de 30 anos de vivência profissional.

  • Como faz falta um governo que dialogue com a sociedade

     A mobilização desta segunda-feira (19/2), que movimentou dezenas de milhares de trabalhadores em médias e grandes cidades brasileiras, teve como foco o repúdio à reforma da Previdência Social, pretendida pelo governo de Michel Temer (PMDB). Não foi uma greve geral, como convocada, porque muitas categorias permaneceram trabalhando normalmente, como sempre acontece quando esse tipo de ato é realizado. Em Florianópolis, a paralisação do transporte coletivo afetou grande parte das atividades comerciais e educacionais, bem no dia de retorno às aulas.

    Na prática, o resultado da greve geral parece ser pouco produtivo, a não ser pelo aspecto político, de chamar atenção da sociedade para o fato mais grave que envolve a reforma da Previdência: a ausência absoluta de diálogo entre o poder central e a massa trabalhadora. Quem poderia exercer o papel, de intermediar os debates, é o Congresso Nacional. Mas sua composição é a mais chinfrim da história da República,[...]

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  • Florianópolis teve Carnaval mais tranquilo desde 2015

    O Carnaval de 2018 entrou para a história como o de maior público já registrado nas ruas centrais de Florianópolis, em especial no sábado – auge da festa popular –, com mais de 160 mil pessoas concentradas no entorno da Praça 15 de Novembro. O número foi calculado pela Polícia Militar e divulgado pela prefeitura como o mais expressivo de todos os tempos, pela movimentação de foliões na região central.

    A Praça 15 sempre foi o tradicional ponto de convergência do Carnaval, desde as primeiras décadas do século 20. Entre os anos 1960 e 1970 os desfiles das escolas de samba e das grandes sociedades eram realizados em volta da praça. O que garantia diversão às torcidas e aos que brincavam na “periferia” dos desfiles – os irreverentes blocos de sujos, dos mais informais até os mais organizados, como os blocos dos clubes Lira, Doze, LIC (Lagoa Iate Clube), Paula Ramos, os Batuqueiros do Limão, o Sou+Eu, entre outros.

    Reza a lenda que Florianópolis já[...]

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  • Cores de Aidê encerra o Carnaval de Florianópolis em alto estilo

    No calçadão da Rua Felipe Schmidt, a caminho da Praça 15 - Carlos Damião
    No calçadão da Rua Felipe Schmidt, a caminho da Praça 15 - Carlos Damião


    O Carnaval de Florianópolis terminou às 13h desta quarta-feira (14), com uma apresentação em grande estilo do bloco Cores de Aidê, grupo de dança e percussão composto só por mulheres. Como nos carnavais antigos, a festa acabou na Praça 15 de Novembro, onde se encontravam os blocos dos clubes Doze de Agosto e Lira. Centenas de pessoas acompanharam a performance artística, que começou no Largo da Alfândega, às 10h30, e percorreu o calçadão central entre as ruas Deodoro e a Praça 15. O trabalho do Cores de Aidê esteve presente a diversos pontos de Florianópolis durante o Carnaval, como os bairros de Santo Antônio de Lisboa, Lagoa da Conceição e Armação do Pântano do Sul, sempre arrastando multidões de foliões. O bloco é hoje um dos mais importantes grupos de resistência cultural da capital catarinense, fazendo o contraponto necessário à anarquia causada durante o sábado[...]

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  • Projeto de lei cria o arquipélago florianopolitano

    Ilha das Vinhas, na região do bairro José Mendes, bem próxima ao Centro

     Ilha dos Noivos, em frente à praia do Balneário (Estreito) - Carlos Damião
    Ilha dos Noivos, em frente à praia do Balneário (Estreito) - Carlos Damião


     “Um pedacinho de terra / perdido no mar”... diz o primeiro verso do Rancho do Amor à Ilha, o hino oficial de Florianópolis, composto por Cláudio Alvim Barbosa (Zininho) em 1965. Sem querer corrigir o poeta, seria correto cantarmos “uns pedacinhos de terra / perdidos no mar”, porque a capital catarinense na verdade é formada por um arquipélago, com 29 ilhotas e ilhas, das quais a Ilha de Santa Catarina é a maior e mais célebre, além da região continental, incorporada à cidade por decreto do interventor Nereu Ramos, em 1944.

    Para destacar essa condição geográfica, o vereador Afrânio Boppré (PSOL) protocolou na semana passada, na Câmara, um projeto de lei que pretende instituir oficialmente o nome de Arquipélago de Ondina, para o conjunto territorial/marítimo de Florianópolis. Por que Ondina?[...]

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