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Sábado, 20 de Outubro de 2018
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Informações e análises sobre a política catarinense, com prioridade para conteúdos exclusivos e inéditos. Entrevistas com personagens que decidem nas esferas do Executivo, Legislativo e Judiciário. Notícias e opiniões contextualizadas com os bastidores do poder.

ANÁLISE: Quem ganhou e quem perdeu após as eleições em Santa Catarina

Partidos tradicionais tiveram algumas baixas enquanto que renovação firmou novatos

Altair Magagnin

Quem ganhou e quem perdeu nas eleições de 2018.

QUEM GANHOU

  • PSD ao governo. Gelson Merisio atravessou uma fase duríssima de pré-campanha. Venceu resistência internas e externas para consolidar a candidatura. Fez uma campanha clara e objetiva. Captou o sentimento social que clama por Segurança Pública e teve o time para alinhar o nome ao de Jair Bolsonaro.
  • PSL ao governo. Lançou o nome do Comandante Moisés na tarde do dia 5 de agosto, prazo final para a oficialização de candidaturas. Discutiu eventuais coligações até o último minuto, mas optou pela chapa pura. O grande protagonista era para ser Lucas Esmeraldino, presidente estadual e candidato ao Senado. E foi, mas não alcançou a vaga por 18 mil votos. Moisés está no segundo turno.
  • MDB no Legislativo. Na contramão da derrota no Executivo, o recuo nas cadeiras na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa não foi de todo ruim, considerando ainda o panorama eleitoral. Com nove de dez vagas que tinha na Alesc, o MDB continua com a maior bancada. Não tão bom quanto, na Câmara, perdeu a liderança para o PSL, caindo de cinco para três cadeiras. O chamado “exército” do MDB, maior partido do Estado, ainda mostra força.
  • PSL no Legislativo. Campeão de votos, o PSL partiu do zero para a organização partidária em território estadual e para representatividade importante nas casas legislativas. Na Câmara terá a maior bancada, algo fundamental em um eventual mandato de Jair Bolsonaro. Serão quatro deputados federais. Da mesma forma, na Assembleia serão seis parlamentares, a segunda maior força, na frente de legendas tradicionais, como o PSD, o PT e o PP.
  • PP na majoritária. A eleição de Esperidião Amin em primeiro lugar para o Senado cumpriu o previsto, mesmo que sem uma avalanche de votos. Ainda dentro da majoritária, o partido é o pilar mais forte de sustentação à candidatura de Gelson Merisio. Se o projeto for vencedor, marcará o retorno ao governo após 16 anos na oposição.
  • PR no Senado. Jorginho Mello desenhou o projeto há algum tempo. Rompeu com o PSD e de aproximou do MDB. Apostou na memória de Luiz Henrique da Silveira para convidar a viúva Ivete da Silveira para a primeira suplência. No entanto, a campanha só deslanchou quando houve anúncio de voto em Jair Bolsonaro. Na Assembleia Legislativa, houve significativo crescimento da bancada, passando de um nome para três. Foi quem mais cresceu, além do PSL. Já na Câmara, não conseguiu manter a cadeira deixada por Jorginho.
  • PDT. Além de manter a cadeira já ocupada por Rodrigo Minotto, o partido conseguiu ampliar a presença com a quinta colocação de Paulinha, ex-prefeita de Bombinhas. O partido também tem participação importante na aliança que levou Gelson Merisio ao segundo turno. Por outro lado, a expectativa de eleger Manoel Dias, único candidato do partido a deputado federal, não se consolidou.

QUEM PERDEU 

  • PSDB. Os tucanos encolheram em Santa Catarina. O trabalho de estruturação das bases não se consolidou em votos. O primeiro baque foi o recuo de Paulo Bauer, que pleiteou uma candidatura ao governo e acabou indo ao Senado. Com o discurso enfraquecido, não viabilizou a reeleição. Na proporcional, virou a metade. Na Câmara, perdeu duas das quatro cadeiras, na Assembleia, uma das duas. Salva-se Napoleão Bernardes, que ganhou visibilidade a partir da candidatura a vice e prospecta novas oportunidades no futuro.

  • PT. Décio Lima foi um excelente candidato, adotando um tom moderado que nada lembrou discursos petistas arraigados. Entendeu que o sentimento anti-PT do catarinense estava muito forte, e se tornaria ainda maior. Escondeu o símbolo e as cores do partido, mas não conseguiu prosperar. Estivesse em outra legenda, talvez tivesse sorte melhor. A derrocada incluiu o Senado, com os dois concorrentes longe da casa do milhão que já elegeu Ideli Salvatti. Na Assembleia o PT perdeu uma das cinco cadeiras e na Câmara uma das duas que tinha. Destaque positivo para as votações expressivas de Luciane Carminatti e Pedro Uczai.
  • MDB ao governo. A decisão sobre quem seria o candidato foi tomada com antecedência, mas a opção por Mauro Mariani não se viabilizou. Ao tomar as rédeas do processo, como não poderia ser diferente, Mariani fez a opção por parceiros próximos. A reclamação interna é que deixou de ouvir a pluralidade do partido.
  • PSOL. Destaque nos debates, Leonel Camasão conseguiu ser incisivo sem se agressivo. Foi o porta-voz do discurso da esquerda, mas sem radicalismo. Para o Senado, Câmara e Assembleia, no entanto, o partido não conseguiu furar o bloqueio da onda conservadora catarinense, permanecendo sem representatividade nas casas.
  • PP na proporcional. A força histórica da família Amin, que fez cadeiras na Câmara, com Ângela, e Assembleia, com João, não repercutiu entre outros filiados fora do clã. A bancada na Assembleia perdeu uma das quatro cadeiras. Atual presidente, Silvio Dreveck ficou fora. Na Câmara também houve baixa de uma das duas vagas.
  • PSD no Senado. A musculatura de um ex-senador e então governador que renunciou ao cargo para concorrer ao Senado torna a derrota de Raimundo Colombo uma decepção. Havia consciência de que um dos pesos pesados que estava no páreo à Câmara Alta ficaria de fora. Colombo perdeu as rédeas do partido, que girou em torno de Merisio.
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