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Pão e vinho: a mais clássica das misturas, com o toque refinado de um especialista na arte da panificação e na enologia. Conheça os tipos de vinho, as características de cada um, as maneiras de harmonizar a bebida com as mais variadas refeições. Imperdível.

Coluna Pão & Vinho: Vinhos para acompanhar os pratos clássicos da culinária italiana

A coluna Pão & Vinho desta semana lhe dá sugestões de vinhos para acompanhar pratos tradicionais italianos.

João Lombardo
06/10/2017 10h44

Vinhos para acompanhar os pratos clássicos da culinária italiana

A culinária italiana é uma das mais praticadas mundo afora. Não é diferente no Brasil. A pizza é uma instituição de domingo à noite. A lasanha, um preparo festejado pelas famílias. Gnocchi então, nem se fala, todo mês tem data para ser apreciado. E os risotos, que a cada dia ganham mais apreciadores. Veja então algumas dicas de vinhos para acompanhar pratos clássicos da cozinha italiana.

O arroz e as massas, um esclarecimento

Massas e arroz são produtos à base de amido. Eles são neutros, combinam com vinhos brancos e tintos. O que determina a cor do vinho que acompanhará uma pizza, por exemplo, é a cobertura. O mesmo vale para as massas e risotos. O molho e os ingredientes que compõem a receita dirão que vinho é o melhor para escoltar o prato.

Veja algumas sugestões:

Antepastos – caponata; azeitonas temperadas; sardella; alichella; vegetais em vinagre; vegetais e cogumelos em azeite; frios e queijos – Espumantes de boa estrutura, inclusive rosados e demi-sec, Lambrusco tinto, vinhos rosados, tintos leves e frescos (Valpolicella, Pinot Noir, Merlot, Barbera, entre outros).

Pizzas leves – de muçarela; margherita; atum; abobrinhas; escarola; peito de peru; palmito; aliche – Vinhos brancos frescos e de boa estrutura (Sauvignon, brancos alentejanos, italianos do sul), vinhos rosados, no máximo tintos leves e frutados.

Pizzas estruturadas – portuguesa; cogumelos frescos; calabresa; gorgonzola; quatro queijos; peperoni; pimentões. Tintos frescos para as primeiras e tintos de média estrutura para os demais (Malbec, Merlot, tintos do Alentejo, espanhóis de Crianza, Pinot Noir, Chianti Clássico).

Massas, gnocchi e polenta – com molho al pesto de manjericão; de tomate fresco e muçarela de búfala; carbonara; com brócolis e camarões; com vôngoles; aos frutos do mar; putanesca; ao alho e óleo; com bottarga – Vinhos brancos frescos para o pesto, brancos com mais estrutura e passagem por barricas para os pratos com tomates, carbonara, putanesca e frutos do mar, rosados para a bottarga e alho e óleo.

(Spaghetti alla Carbonara - João Lombardo)

Massas, gnocchi e polenta – com funghi; filé e funghi; amatriciana; com frango ao molho; ao ragu de carne (bolonhesa), de pato e cordeiro; aos quatro queijos ou gorgonzola – Tintos de média estrutura para os primeiros preparos e mais robustos para os demais (Carménère, Cabernet Sauvignon, Supertoscano, Brunello, Bordeaux).

Risotos – de legumes; brie e aspargos;  pesto e camarões; vieiras; frutos do mar – Brancos embarricados, com boa estrutura e frescor.

Risotos – de funghi; linguiça; del contadino (feijão, presunto, linguiça); com vinho tinto e presunto cru – Tintos de média estrutura ou estruturados (Barolo, Amarone, Negroamaro, Pinot da Borgonha, tinto do Douro e Dão).

Carnes – Porchetta alla Romana; Bistecca alla Fiorentina; Saltimbocca alla Romana; Abbachio alla Romana (cordeiro) – Brancos frescos e de boa estrutura para porchetta, tintos de média estrutura e estruturados para as demais carnes.

Doces – Panna Cotta com calda de frutas; cantucci; zabaglione; bonet (pudim de café e chocolate), tiramissù. Late Harvest, Vin Santo, Sauternes, Moscatel, Porto Tawny, Banyuls.

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