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Quinta-Feira, 19 de Abril de 2018
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Leandro Mazzini é jornalista, escritor e pós-graduado em Ciência Política pela UnB. Iniciou carreira em 1994, e passou pelo Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Correio do Brasil, Agência Rio entre outros. O blog é editado por Mazzini com colaboração de Walmor Parente e equipe de Brasília, Recife e São Paulo.

  • Juízes federais são a favor da prisão imediata para condenados em segunda instância

    Segunda Instância

    A depender dos juízes federais, a classe é abertamente a favor da prisão imediata para condenados em segunda instância. O juiz Fernando Mendes, eleito novo presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), frisa que o Supremo Tribunal Federal, ao cravar a jurisprudência em 2016, apenas restabeleceu o que vigorou por 21 anos na própria Corte: "De 1988 a 2009, o STF admitia a prisão em segunda instância". A importância do tema não envolve apenas o sentimento de impunidade para casos de corrupção na política - e para o caso do ex-presidente Lula da Silva, preso em Curitiba. Mendes lembrou os criminosos de contrabando, tráfico de drogas e armas, que, com respaldo dos trâmites até última instância, continuam livres para operar no crime.

    Data Venia

    As declarações de Mendes foram feitas em palestra para jornalistas de 40 veículos do Brasil e 4 países do Mercosul, em Foz do Iguaçu, no seminário promovido ETCO e pelo ENECOB[...]

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  • Presidente do Paraguai é apontado como o maior incentivador do contrabando ao Brasil

    Na iminência da eleição de domingo no Paraguai, quando o Colorado do presidente Horário Cartes disputa o comando do país vizinho com os liberais, uma revelação de fontes da Receita Federal da fronteira incomodou o outro lado da ponte como uma verdade inconveniente. Assim que Cartes tomou posse em 2013, a Receita do Brasil o procurou para propor força-tarefa na fronteira contra o contrabando. Cartes e sua equipe descartaram de imediato. A proposta foi refeita ano passado e nada.

    Perfil

    O perfil de Cartes - que agora quer eleger o aliado Marito como sucessor - explica a negativa da parceria. O presidente do Paraguai é apontado como o maior incentivador ao contrabando para o Brasil. A sua Tabesa vende cigarros baratos para contrabandistas que atravessam e operam na fronteira.

    Golpe

    A operação da PF ontem em São Paulo foi um golpe duro numa das quadrilhas que trazem cigarros e outros produtos do Paraguai para o Brasil.

    Contrabando & Pirataria

    A operação contra o[...]

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  • Parceria política entre Geraldo Alckmin e João Doria azeda

    Azedou a parceria política entre o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB-SP) e João Doria Jr, pré-candidato ao Governo de São Paulo. Um teste da aliança foi feito há dias e houve sinalização de rompimento. Doria Jr convidou Alckmin para um corpo-a-corpo no interior. Mas o ex-governador preferiu acompanhar o ex-vice e atual governador Márcio França (PSB) em agenda política em outra cidade. França vai disputar o governo contra Doria, que é do PSDB de Alckmin. Nesse cenário de cisão, o ex-governador pode usar toda a máquina do Palácio para esvaziar a campanha de Doria.

    Promessa

    A relação entre Alckmin e França também está tênue. O atual governador do PSB prometera algo a Alckmin que não pode cumprir: a aliança PSDB-PSB. 

    Lide

    Concentrado na pré-campanha, Doria tem se afastado até do Lide (Grupo de Líderes Empresariais), que ele fundou. Não estará presente no próximo encontro empresarial que será realizado de quinta a domingo, em Recife.

    CPI da[...]

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  • Investigação sobre revendedores de combustíveis em cartel está parada no Cade

    Enquanto os preços dos combustíveis oscilam similarmente nos postos Brasil afora, permanece sem prazo de conclusão no Conselho de Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a investigação sobre revendedores suspeitos de manipulação e formação de cartel. A determinação de apuração partiu do Palácio do Planalto em 7 de fevereiro. À época, o presidente Michel Temer alardeara que o Governo não “iria permitir preços abusivos” os quais taxou “como agressão ao consumidor”. Em Brasília, a prática de cartel na revenda de combustíveis é escancarada nos postos que circundam a Esplanada dos Ministérios.

    Livre Concorrência

    À Coluna, o Cade posiciona que “a solicitação está sendo analisada pela autarquia”. Diz ainda que “em cumprimento à sua função de zelar pela livre concorrência, monitora constantemente os mercados e apura eventuais indícios de infração à ordem econômica que detecta”.

    Ilícitos

    Nos últimos cinco anos, o órgão[...]

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