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Quarta-Feira, 21 de Fevereiro de 2018
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Leandro Mazzini é jornalista, escritor e pós-graduado em Ciência Política pela UnB. Iniciou carreira em 1994, e passou pelo Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Correio do Brasil, Agência Rio entre outros. O blog é editado por Mazzini com colaboração de Walmor Parente e equipe de Brasília, Recife e São Paulo.

  • Temer e o ex-presidente José Sarney seguram Segovia no cargo

    Alvo até do Supremo Tribunal Federal por suas declarações contraditórias, o diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, será blindado pelo Governo. Deputados da base receberam orientação do Palácio para derrubar todos os requerimentos de convite e convocação do DG na Câmara e Senado. Desde que assumiu o comando da corporação, Segovia tem falado além da conta, em entrevistas que conotam desqualificar investigações da própria PF sobre o presidente Michel Temer. Não bastasse, o delegado já se reuniu com Temer no Palácio a sós, fora da praxe do cargo.

    Quem segura

    Dois padrinhos seguram, hoje, Segovia no cargo. O presidente Temer e o ex-presidente José Sarney. Se dependesse das associações dos policiais e delegados, já tinha caído.

    História

    O aprovado ‘mandado de busca e apreensão e de captura coletivo’ no Rio tem precedente. Foi ferramenta jurídica utilizada no regime militar pela Polícia do Exército.

    Bloco do arrastão

    A sede da[...]

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  • Exército vê intervenção como forma de preparar tropas para manifestações

    O Exército não foi passivo nesta intervenção federal decidida pelo presidente Michel Temer, mas um dos protagonistas. A caserna vê a iniciativa como preparação das tropas para um eventual cenário de convulsões sociais em capitais com a iminente prisão do ex-presidente Lula da Silva, com condenação confirmada em segunda instância na Justiça. Uma vez nas ruas do Rio, as tropas podem controlar manifestos locais e usar as táticas para repetir ações em outras capitais.

    Presente

    A intervenção no Rio foi presente para o presidente. Tira da pauta a PEC da Reforma da Previdência, e desvia o foco da investigação contra Temer na Polícia Federal.

    Bico no Civismo

    Os policiais do Rio trabalham para as milícias e para empresas de segurança privada. Que pagam mais. A farda virou um bico. Sem dever cívico.

    Passo a passo

    Titular da Subchefia de Assuntos Jurídicos da Casa Civil do Planalto, Gustavo Rocha articula seu nome para ministro da Segurança. Tem apoio de[...]

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  • Luislinda Valois perde status de ministra com a criação de novo ministério

    O Ministério da Segurança a ser criado vai controlar também os Direitos Humanos, que perderá o status de ministério e voltará a ser Secretaria. A por ora ministra Luislinda Valois já foi avisada que perderá poder. O nome mais cotado para assumir a Segurança – que comandará também a Polícia Federal – é de um general ligado ao Gabinete de Segurança Institucional. O Plano A, José Mariano Beltrame, ex-secretário de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, não quer holofote. Ele hoje é consultar da Vale.

    Sem grana

    Veja a situação do Exército hoje: contingenciamento de orçamento em 60% para 2018, tropas pedidas para Roraima, missão no Congo e o para a Segurança do grande Rio.

    Mote eleitoral

    A criação do Ministério da Segurança é também política. Mina, em parte, o discurso eleitoral do presidenciável Jair Bolsonaro.

    Precedente

    Em junho de 2016, o deputado Índio da Costa (PSD-RJ) levou ao recém-empossado Michel Temer um pedido de intervenção[...]

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  • Intervenção federal no Rio beneficia os governos de Temer e Pezão

    O presidente Michel Temer – sem controle dos governistas – e o governador do Rio de Janeiro, Luiz Pezão – sem comando das Polícias – encontraram juntos uma saída política para resolver seus maiores problemas: empurraram para seus sucessores. Temer não tem votos para aprovar a reforma da Previdência, via Proposta de Emenda à Constituição. Pezão autorizou a intervenção federal na Segurança do Estado e, legalmente, inviabiliza a tramitação da reforma no Congresso. As contas do Tesouro e a Segurança do Rio entraram num pacote bem fechado entre palacianos no Carnaval.

    Recibo

    Por mais que neguem, Pezão e Temer passaram recibo ao cravarem a data de 31 de dezembro como limite da intervenção. É a data em que ambos deixam o Poder.

    Sintonia

    Pezão garante que foi ele quem pediu a Temer a intervenção federal. Perdeu o controle da Polícia. E o presidente, esperto, viu a saída política para não se humilhar na PEC.

    Além da farda

    A cúpula do Exército[...]

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